O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender, na quarta-feira (05/02/2025), a exploração de petróleo e gás natural na Margem Equatorial, região marítima situada entre os estados do Amapá e Rio Grande do Norte. O tema vem sendo debatido desde 2023, quando o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) suspendeu as licenças para exploração, alegando riscos à biodiversidade da foz do rio Amazonas. Lula argumentou que a atividade pode ser conduzida com tecnologia avançada para evitar danos ambientais.
Justificativa para a exploração
O presidente ressaltou a importância da produção de petróleo como um recurso estratégico para a transição energética, processo que exige altos investimentos.
“Queremos o petróleo porque ele ainda existirá por muito tempo. Precisamos usá-lo para permitir a transição energética, que exigirá muitos recursos financeiros”, declarou.
Estudos da Petrobras indicam que a Margem Equatorial possui grande potencial petrolífero, com características semelhantes às reservas já exploradas na Guiana e no Suriname, países vizinhos que avançaram na exploração de petróleo na mesma região geológica. Lula enfatizou a necessidade de um acordo que equilibre exploração e preservação ambiental, garantindo que não haverá impactos sobre a floresta ou o rio Amazonas.
Petrobras busca viabilizar exploração
Desde a suspensão das licenças, a Petrobras vem desenvolvendo um novo plano de mitigação de impactos ambientais, com o objetivo de obter a aprovação do Ibama. A estatal anunciou que utilizará um sistema inédito de monitoramento por imagens da NASA, permitindo controle em tempo real dos impactos ambientais da exploração na região.
Lula destacou ainda que a Petrobras é líder mundial na exploração de petróleo em águas profundas, o que demonstra sua capacidade técnica para conduzir as operações sem comprometer o meio ambiente.
“A Petrobras tem condições de explorar petróleo sem afetar a natureza”, afirmou o presidente.
O debate sobre a exploração na Margem Equatorial continua, enquanto o setor aguarda uma decisão do Ibama sobre a possibilidade de retomada das atividades na região.
*Com informações da Sputnik News.









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