Na segunda-feira (17/02/2025), líderes dos principais países europeus se reuniram em Paris para discutir a segurança da Europa e o apoio à Ucrânia, após o anúncio de uma reunião entre representantes americanos e russos na Arábia Saudita. Embora tenha sido identificada uma convergência em relação à necessidade de aumentar os investimentos em defesa, os líderes europeus demonstraram divisões quanto ao envio de tropas de manutenção da paz para a Ucrânia. A reunião, que durou mais de três horas, terminou sem uma declaração oficial conjunta, e a maioria dos líderes deixou o Palácio do Eliseu sem falar com a imprensa.
O presidente francês Emmanuel Macron convocou a reunião em resposta às crescentes preocupações sobre as negociações bilaterais entre os Estados Unidos e a Rússia, que poderiam excluir os europeus das discussões. Macron conversou com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, antes da reunião, mas o conteúdo dessa conversa não foi divulgado. O chanceler alemão Olaf Scholz afirmou, ao sair do encontro, que Europa e Estados Unidos devem agir de forma conjunta para garantir a segurança coletiva. Contudo, os líderes europeus se mostraram divididos sobre questões como o envio de tropas para garantir uma possível trégua futura na Ucrânia. O primeiro-ministro britânico, por exemplo, expressou disposição para enviar tropas se necessário, mas o chanceler alemão rejeitou essa ideia, considerando-a “prematura”.
A reunião de Paris ocorre após uma conferência de segurança em Munique, onde as declarações do vice-presidente dos EUA, JD Vance, surpreenderam os aliados europeus. Além disso, o encontro europeu antecede uma reunião entre representantes americanos e russos na Arábia Saudita, marcada para terça-feira (18/02/2025), com foco em possíveis negociações sobre a Ucrânia. Entretanto, os EUA minimizaram o impacto do encontro, garantindo que não se trataria do início de uma “negociação”. O grande encontro aguardado é o que deve ocorrer entre Donald Trump e Vladimir Putin, que, segundo a Casa Branca, poderá acontecer “muito em breve”.
A questão da segurança europeia e o futuro da Ucrânia seguem como temas centrais nas discussões diplomáticas, refletindo a complexidade das relações entre os países envolvidos no conflito. A situação continua a exigir diplomacia cuidadosa e ações coordenadas entre os aliados, à medida que as tensões geopolíticas aumentam.
*Com informações da RFI.
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