Senado finaliza definição de comissões após reconfiguração partidária

O Senado concluiu nesta quarta-feira (19) a definição das comissões temáticas, levando em consideração mudanças recentes na composição dos blocos partidários. A reorganização inclui a saída do Partido dos Trabalhadores (PT) do Bloco Resistência Democrática e a formação do novo Bloco Parlamentar pelo Brasil, em aliança com o PDT. A mudança na configuração partidária afeta diretamente a distribuição de assentos e o comando das comissões.
A nova divisão das comissões do Senado reflete mudanças significativas nos blocos partidários, com destaque para a criação do Bloco Parlamentar pelo Brasil.

O Senado finalizou, nesta quarta-feira (19/02/2025), a definição das comissões temáticas, uma decisão que refletiu as recentes mudanças na composição dos blocos partidários. O rearranjo foi desencadeado pela saída do Partido dos Trabalhadores (PT) do Bloco Resistência Democrática, grupo do qual fazia parte ao lado do PSD e do PSB. A partir dessa movimentação, o PT se aliou ao PDT, criando o Bloco Parlamentar pelo Brasil.

De acordo com a regra da proporcionalidade, os partidos e blocos com maior representação têm direito a mais assentos nas comissões, além de indicarem os presidentes e vice-presidentes dos colegiados. O líder do novo bloco, Weverton (PDT-MA), ressaltou que a união entre as siglas é baseada em pautas convergentes, com o objetivo de apoiar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

“Estarei liderando este bloco, aqui no Senado Federal, para nós, juntos, ajudarmos o presidente Lula a fazer com que o trabalho que a gente tem construído no Brasil chegue na ponta, cuidando de quem precisa, das pessoas mais humildes”, afirmou Weverton.

Com a saída do PT, o Bloco Resistência Democrática, antes o maior da Casa, sofreu uma redução significativa, passando de 28 para 19 senadores. Esse bloco perdeu a liderança para o Bloco Democracia, formado por MDB, União Brasil, Podemos e PSDB, que agora soma 25 integrantes. Além disso, o rearranjo partidário resultou na extinção do Bloco Independência, que era composto pelos senadores do Podemos, PSDB e PDT.

O líder do Bloco Democracia, Efraim Filho (União-PB), destacou que o novo grupo, com 25 senadores, terá capacidade para liderar os debates no Senado.

“Fizemos o maior bloco da Casa na criação das comissões, o Bloco Democracia. Será com certeza um bloco com capacidade de estar na dianteira dos debates”, afirmou o parlamentar.

A reorganização também impacta a liderança da Casa, uma vez que o partido ou bloco com a maioria absoluta de integrantes define a liderança da Maioria, enquanto a maior bancada de oposição fica responsável pela liderança da Minoria. Atualmente, o Senado conta com cinco blocos partidários em funcionamento.

*Com informações da Agência Senado.


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