Em pronunciamento na Câmara Municipal de Feira de Santana, o vereador Edvaldo Lima (UB) defendeu o cancelamento da Micareta de 2025, apontando que a situação financeira da Prefeitura e os problemas estruturais da cidade tornam o evento inviável neste momento. Segundo o parlamentar, a dívida herdada pelo atual governo municipal dificulta a aplicação de recursos em áreas prioritárias como saúde e infraestrutura. Lima afirmou que, para garantir a saúde financeira do município, seria mais adequado focar nos problemas internos em vez de realizar a tradicional festa.
No início de sua fala, Edvaldo lembrou que havia apresentado um Projeto de Lei para alterar o local da festa, propondo que a Micareta fosse transferida para o Parque de Exposições. Contudo, o vereador reconsiderou e, de forma mais contundente, afirmou que a melhor medida seria não realizar o evento. Para justificar sua posição, ele mencionou o alto custo do evento, que ele projeta em cerca de R$ 10 milhões, além dos transtornos causados à cidade, como o impacto no tráfego de veículos e a dificuldade de acesso à BR 324 e à Avenida Contorno, durante os dias de festividade.
Edvaldo Lima argumentou ainda que, ao contrário do que é geralmente afirmado, a Micareta não contribui efetivamente para a economia de Feira de Santana, sendo um fator de obstrução nas principais vias da cidade e um prejuízo para a mobilidade urbana. Ele também questionou o atual governo sobre a prioridade dos gastos públicos, sugerindo que a cidade precisa de investimentos mais urgentes, especialmente na área da saúde.
A sugestão do vereador gerou uma divergência no plenário da Câmara. O vereador Galeguinho SPA (PSB), por exemplo, se manifestou contra a proposta, defendendo que o evento faz parte da cultura da cidade e tem impacto positivo na economia local, especialmente para os comerciantes e trabalhadores do setor artístico. Galeguinho enfatizou ainda que a verba destinada à festa não interfere nos recursos da saúde pública. O vereador Lulinha da Gente (UB) também se posicionou contrariamente ao cancelamento, alertando para o impacto que a medida teria sobre o fluxo turístico e a imagem da cidade, conhecida por sua tradição no carnaval fora de época.
Apesar das críticas, Edvaldo Lima permaneceu firme em sua posição, reiterando que a cidade necessita de um planejamento mais equilibrado e focado em problemas mais urgentes do que a manutenção de uma festa que, segundo ele, só agrava as dificuldades logísticas e financeiras de Feira de Santana.
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