O cenário internacional se deteriora com rapidez. Os Estados Unidos lançaram sua maior operação militar no Oriente Médio desde 2017, intensificando ataques contra os houthis no Iêmen. Paralelamente, Rússia e Ucrânia intensificaram bombardeios mútuos, enquanto em Gaza, Israel retomou ofensivas aéreas que ameaçam colapsar o cessar-fogo firmado em janeiro 2025.
Trump intensifica ação militar e adverte Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no sábado (15/03/2025) uma campanha militar em larga escala contra os houthis do Iêmen, em resposta aos recentes ataques do grupo contra embarcações no Mar Vermelho. O movimento dos EUA gerou reação imediata do Irã, aliado dos houthis, enquanto a ofensiva ameaça desestabilizar ainda mais a região.
Os ataques norte-americanos já resultaram em 31 mortos e 101 feridos, segundo o Ministério da Saúde controlado pelos houthis. Trump afirmou que “o tempo dos houthis acabou”, ameaçando uma resposta ainda mais severa caso os ataques no Mar Vermelho persistam.
O presidente norte-americano também enviou um alerta direto ao Irã, pedindo que interrompa imediatamente o apoio aos houthis. Em resposta, Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária iraniana, advertiu que Teerã responderá de forma “decisiva e destrutiva” caso seja diretamente atacado.
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA afirmou que a operação inclui bombardeios aéreos em Sanaa, Taiz e Saada, atingindo infraestruturas militares e instalações civis. Em Sanaa, moradores relataram explosões intensas que provocaram pânico entre a população.
A ofensiva foi conduzida por aviões de combate do porta-aviões USS Harry S. Truman, posicionado no Mar Vermelho.
Cenário regional: ataques houthi e reação dos EUA
Desde novembro de 2023, os houthis intensificaram ataques contra navios comerciais e militares no Mar Vermelho. Dados do Pentágono indicam que, desde então, o grupo lançou 174 ataques contra embarcações militares dos EUA e 145 contra navios civis.
Os houthis afirmam que as ações são solidárias aos palestinos no contexto da guerra entre Israel e Hamas em Gaza.
Evolução dos conflitos globais
Rússia e Ucrânia: escalada no front oriental
Na Europa Oriental, Rússia e Ucrânia ampliaram ataques aéreos no final de semana. Moscou relatou a interceptação de 31 drones ucranianos em diversas regiões fronteiriças. Em Belgorod, três civis foram feridos, incluindo uma criança de 7 anos.
Na Ucrânia, ataques russos em Chernihiv causaram incêndios em edifícios residenciais. Explosões também foram relatadas nas proximidades de Kiev, onde a força aérea ucraniana emitiu alertas sobre novas ameaças.
Israel e Gaza: cessar-fogo fragilizado
Na Faixa de Gaza, um ataque aéreo israelense matou nove palestinos, incluindo três jornalistas, em Beit Lahiya, no norte do território. O Ministério da Saúde de Gaza afirma que outras duas pessoas morreram em Juhr Eldeek, no centro do enclave.
O Hamas acusou Israel de sabotar o cessar-fogo de 19 de janeiro. Israel alega ter alvejado membros do Hamas e da Jihad Islâmica, supostamente operando disfarçados de jornalistas.
Diplomacia em xeque
A crise diplomática se intensificou após o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, rejeitar uma proposta de Trump para negociações sobre o programa nuclear iraniano. O Irã acelerou o enriquecimento de urânio a níveis próximos de armamento, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica.
Além disso, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, dialogou com o chanceler russo Sergei Lavrov, comunicando Moscou sobre as operações americanas no Iêmen — em uma tentativa de evitar maiores atritos entre Washington e Moscou, que tem se apoiado em armamentos fornecidos pelo Irã para o conflito na Ucrânia.











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