Ex-presidente Jair Bolsonaro aposta em pressão internacional contra denúncia de Golpe de Estado, aponta mídia

Aliados de Jair Bolsonaro articulam ações internacionais para contestar a denúncia por tentativa de golpe de Estado apresentada pela PGR ao STF. A estratégia busca criar pressão externa e fortalecer a tese de perseguição política. A denúncia está sendo analisada pela Primeira Turma do STF, que decidirá se Bolsonaro e outros 33 acusados responderão criminalmente pelo caso.
Ex-presidente Jair Bolsonaro clama por anistia aos condenados do 8 de janeiro em manifestação em Copacabana. Enquanto isso, aliados do ex-presidente buscam apoio internacional para contestar a condução dos processos no Supremo Tribunal Federal.

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro planejam recorrer a instâncias internacionais para contestar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa Bolsonaro e outros 33 investigados de tentativa de golpe de Estado em 2022. A estratégia, segundo reportagens da imprensa nacional, inclui o envio de ações a tribunais e comitês no exterior, com o objetivo de questionar a legalidade e a celeridade do processo em curso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Tática internacional busca criar narrativa de perseguição

De acordo com o portal Poder360, o círculo próximo ao ex-presidente considera o andamento da denúncia no STF como “atípico”, indicando preocupação com uma possível prisão de Bolsonaro ainda em 2025. A mobilização internacional busca sensibilizar atores externos e criar um ambiente de pressão política que possa reverberar no cenário interno.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem desempenhado papel central nesta estratégia, atuando como principal interlocutor junto a parlamentares e organizações estrangeiras. Eduardo Bolsonaro mantém relações próximas com setores da direita norte-americana, especialmente após a eleição de Donald Trump para um novo mandato presidencial nos Estados Unidos.

Processo no STF avança com decisão da Primeira Turma

A denúncia foi formalmente apresentada pela PGR ao STF em 18 de fevereiro e está sob análise da Primeira Turma, composta por cinco ministros: Alexandre de Moraes, relator do processo; Cristiano Zanin, presidente do colegiado; além de Luiz Fux, Flávio Dino e Cármen Lúcia.

A expectativa é de que o julgamento sobre a admissibilidade da denúncia ocorra ainda em março. Caso seja acolhida, Bolsonaro e os demais acusados passarão à condição de réus, abrindo caminho para o início de uma ação penal.

O ministro Alexandre de Moraes também avaliará se o caso será remetido ao Plenário do STF, o que ampliaria a análise para os 11 ministros da Corte, aumentando o impacto institucional da decisão.

Bolsonaro e aliados miram apoio internacional

Além das ações judiciais internacionais, os aliados do ex-presidente apostam em um discurso que questiona a imparcialidade do sistema judiciário brasileiro, tentando mobilizar a opinião pública internacional e setores conservadores no exterior.

A estratégia inclui a participação em eventos de organizações conservadoras nos Estados Unidos e em países europeus, reforçando a narrativa de que o ex-presidente é alvo de perseguição política e judicial.

Contexto e próximos passos

A tramitação da denúncia coincide com a intensificação do embate entre o Poder Judiciário e lideranças do PL, partido de Bolsonaro, e ocorre em um contexto de crescente polarização política no Brasil. O desfecho do processo no STF pode ter implicações diretas no cenário eleitoral de 2026, quando o ex-presidente ainda figura como uma das principais lideranças da oposição.


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