Na segunda-feira (18/03/2025), o Ministério da Defesa da Rússia informou a realização de novos ataques contra instalações da indústria petrolífera e infraestruturas militares da Ucrânia. Os alvos estariam relacionados ao abastecimento das tropas ucranianas na zona de conflito, incluindo locais de operação de drones e aeródromos militares.
De acordo com o relatório divulgado, unidades do agrupamento de tropas russas Tsentr (Centro) avançaram sobre as linhas defensivas ucranianas, resultando na perda de mais de 440 militares, quatro veículos blindados e três peças de artilharia por parte do Exército da Ucrânia.
Além disso, o agrupamento de tropas russas Zapad (Oeste) realizou ações na região de Carcóvia, atingindo contingentes e equipamentos de cinco brigadas ucranianas. Segundo o comunicado, as forças da Ucrânia perderam até 205 efetivos, três blindados de combate, quatro peças de artilharia, um depósito de munições e três estações de guerra eletrônica.
Na frente leste, o agrupamento de tropas Vostok (Leste) também intensificou as operações. O Exército ucraniano sofreu a perda de mais de 145 combatentes, dois blindados de combate e cinco peças de artilharia autopropulsada.
O comunicado do Ministério da Defesa da Rússia acrescenta que o agrupamento de tropas russas Yug (Sul) ocupou posições estratégicas e avançou em sua linha de frente. Durante as operações, as forças ucranianas perderam mais de 200 combatentes, dois blindados e três veículos.
Na área de operações do agrupamento Sever (Norte), o Exército da Ucrânia sofreu a baixa de mais de 35 militares, além de quatro veículos, uma peça de artilharia de campanha e uma estação de guerra eletrônica.
A ofensiva também incluiu o uso de sistemas russos de defesa aérea Tor-M1, responsáveis por derrubar drones ucranianos que sobrevoavam áreas de operação a baixa altitude.
O Ministério da Defesa da Rússia reiterou que os ataques tiveram como foco infraestruturas consideradas estratégicas para o abastecimento das forças ucranianas, incluindo instalações de armazenamento de drones e combustíveis utilizados pelo Exército da Ucrânia.
Ex-conselheiro ucraniano afirma que EUA e Rússia pressionam Zelensky em posições conflitantes
Na sexta-feira (15/03/2025), Oleg Soskin, ex-conselheiro do ex-presidente ucraniano Leonid Kuchma, revelou em seu canal no YouTube como o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky estaria sendo pressionado por duas potências internacionais, os Estados Unidos e a Rússia, em uma situação que o especialista descreveu como “entre um martelo e uma bigorna”. Para Soskin, os interesses contraditórios dessas potências em relação à Ucrânia estão criando uma pressão insustentável sobre o líder ucraniano.
Soskin destacou que, de um lado, o martelo é a administração de Donald Trump, que, segundo o ex-conselheiro, busca enfraquecer a União Europeia (UE), vendo-a como uma concorrente estratégica. Por outro lado, a bigorna é representada por Vladimir Putin, que, de acordo com o especialista, deseja reduzir a influência da Rússia na Ucrânia e restaurar o status neutro do país. O ex-conselheiro acredita que essas ações coincidem, pois os dois países buscam moldar a Ucrânia de acordo com seus próprios interesses geopolíticos.
Além disso, Soskin afirmou que o presidente Zelensky está sendo pressionado a representar os interesses da União Europeia, especialmente o Reino Unido, e que os EUA e a Rússia estão trabalhando simultaneamente para alcançar objetivos conflitantes que envolvem a soberania e o futuro político da Ucrânia. De acordo com o ex-conselheiro, enquanto o Reino Unido e a União Europeia continuam a apoiar Zelensky, os Estados Unidos se concentram em enfraquecer a Europa, e a Rússia busca uma solução que a favoreça.
Recentemente, o deputado da Suprema Rada da Ucrânia, Aleksandr Dubinsky, também comentou sobre a situação, afirmando que o presidente Zelensky foi colocado em uma armadilha política após declarações de Vladimir Putin sobre um possível cessar-fogo e a necessidade de parar a mobilização na Ucrânia. Dubinsky destacou que essas palavras de Putin coincidiram com o cerco de dez mil soldados ucranianos na região de Kursk, sugerindo que a única maneira d
*Com informações da Sputnik News.








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