Salvador sedia 6ª edição da Marcha do Silêncio

A 6ª Marcha do Silêncio pela Memória, Verdade e Justiça será realizada nesta terça-feira (01/04/2025), em Salvador, com o tema “1964 – Ainda Estamos Aqui!”. O evento, promovido pelo Grupo Tortura Nunca Mais, reunirá ativistas, representantes do poder público, sindicatos, organizações de direitos humanos, estudantes e a sociedade civil. O objetivo é reafirmar o compromisso com a memória e denunciar as violações ocorridas durante a Ditadura Militar (1964-1985).

Programação e participantes

A concentração do evento ocorrerá às 14:30, na Praça da Piedade. Às 17 horas, o cortejo seguirá até o “Monumento aos Mortos e Desaparecidos Baianos”, no Campo da Pólvora. O ato contará com homenagens às vítimas do regime e discursos de familiares e ex-companheiros dos 32 desaparecidos baianos durante o período militar.

A iniciativa tem o apoio da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e contará com a presença do secretário Felipe Freitas e do ex-ministro dos Direitos Humanos e atual assessor de Memória e Verdade do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), Nilmário Miranda.

Segundo a presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, Sirlene Assis, o evento é uma oportunidade de reflexão coletiva sobre o passado e seus reflexos na atualidade.

“A Marcha do Silêncio reafirma o compromisso com os valores democráticos, denuncia as violações do passado e do presente e fortalece a luta por justiça e liberdade“, afirmou.

Tema da edição de 2025

A 6ª edição da Marcha do Silêncio faz alusão ao filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, vencedor do Oscar 2025 na categoria Melhor Filme Internacional. A obra retrata o golpe militar e a resistência, tendo como figura central Eunice Paiva, viúva do deputado Rubens Paiva, desaparecido e morto em 1971.

O evento também incorpora a pauta “Sem anistia: prisão para os golpistas!”, defendendo a responsabilização dos envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2022. A proposta estabelece uma conexão entre passado e presente, buscando evitar que esses agentes recebam o mesmo tipo de anistia concedida aos autores de crimes durante a ditadura de 1964.


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