Um temporal atingiu São Paulo nesta quarta-feira (12/03/2025), resultando na morte de um taxista, além de causar queda de árvores, alagamentos e interrupção no fornecimento de energia para 170 mil imóveis. A vítima faleceu após uma árvore cair sobre o veículo que dirigia. O Corpo de Bombeiros atendeu outra ocorrência semelhante, na qual três pessoas foram resgatadas sem ferimentos.
Segundo informações da corporação, pelo menos 158 árvores caíram na capital e na Região Metropolitana. A Zona Norte da cidade registrou ventos de 61 km/h, especialmente na região do Aeroporto Campo de Marte. Além disso, os bombeiros atenderam três chamados de desabamentos.
A forte chuva colocou a capital paulista em estágio de atenção, provocando alagamentos em diversas vias. No início da noite, cerca de 170 mil imóveis estavam sem energia elétrica. A Enel, concessionária responsável pelo fornecimento de energia, informou em publicação nas redes sociais que suas equipes estavam mobilizadas para normalizar o serviço o mais rápido possível.
São Paulo tem 35 mil imóveis sem energia mais de 24 horas após temporal
Mais de 24 horas após o temporal que atingiu São Paulo na quarta-feira (12/03/2025), cerca de 35 mil imóveis continuam sem energia elétrica, segundo relatório divulgado pela Enel na noite de quinta-feira (13/03/2025). O apagão, que no auge da crise afetou 170 mil unidades, evidencia a vulnerabilidade da rede aérea diante de eventos climáticos extremos.
A Defesa Civil registrou 343 chamados por quedas de árvores em 24 horas, principalmente no centro e na zona oeste. Entre os bairros mais atingidos estão Pinheiros e Butantã, onde árvores de grande porte danificaram veículos e a fiação elétrica. Além disso, 42 semáforos estavam apagados na manhã de quinta-feira, e outros oito apresentavam falhas, dificultando a mobilidade urbana.
Infraestrutura elétrica e desafios da rede aérea
A crise reacendeu o debate sobre a modernização da infraestrutura elétrica na capital. O deputado federal Marcelo Crivella destacou que as consequências das chuvas vão além dos transtornos imediatos, afetando diretamente a população e setores essenciais. Segundo ele, apagões resultam na perda de alimentos, interrupções em serviços essenciais e prejuízos para o comércio. Crivella defendeu a substituição da rede aérea por infraestrutura subterrânea, ressaltando que o atual sistema se mostra vulnerável a eventos climáticos severos.
Atualmente, menos de 1% da rede elétrica brasileira é subterrânea. Em São Paulo, apenas 60 quilômetros de cabos estão enterrados, enquanto no Rio de Janeiro esse percentual chega a 11% e em Belo Horizonte a 2%. Em cidades como Londres e Paris, a substituição começou no século XIX, e Nova York já possui 71% da rede subterrânea.
Apesar dos benefícios, os custos de implementação são um desafio. A Prefeitura de São Paulo estima que apenas a conversão da rede da região central demandaria investimentos de R$ 20 bilhões. Ainda assim, Crivella argumenta que a mudança reduziria furtos de cabos, apagões e traria economia a longo prazo. Ele também relembrou o Projeto de Lei nº 37/2011, que obrigaria concessionárias a substituir redes aéreas por subterrâneas em cidades com mais de 100 mil habitantes, mas que foi arquivado.
Especialistas e parlamentares avaliam que o aumento da frequência de tempestades exige medidas estruturais para garantir a estabilidade do fornecimento de energia. O debate sobre a modernização da rede deve continuar envolvendo gestores públicos, concessionárias e sociedade civil para viabilizar soluções que melhorem a infraestrutura elétrica de São Paulo e outras cidades.
*Com informações da Sputnik News.
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