O líder da União Democrata-Cristã (CDU), Friedrich Merz, anunciou nesta quarta-feira (09/04/2025) a formação de uma coalizão de governo entre os blocos conservadores CDU/CSU e o Partido Social-Democrata (SPD). O acordo ocorre após as eleições legislativas realizadas em 23 de fevereiro e visa conduzir o país durante os próximos quatro anos.
A coalizão, que deve assumir o comando da Alemanha no início de maio, é resultado de negociações entre as legendas em meio a um cenário global considerado instável, com conflitos geopolíticos, recessão econômica interna e o crescimento do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) nas pesquisas de intenção de voto.
Friedrich Merz, futuro chanceler federal, afirmou que a aliança entre conservadores e sociais-democratas busca responder aos “desafios históricos” enfrentados pelo país, incluindo o apoio militar e diplomático à Ucrânia, o aumento dos gastos com defesa e a reformulação da política migratória.
Segundo Merz, a coalizão pretende encerrar a imigração irregular e suspender o reagrupamento familiar. A política externa também está no centro do plano de governo, com o compromisso de reforçar a segurança europeia e diminuir a dependência estratégica dos Estados Unidos.
O contrato de coalizão, com 140 páginas, foi assinado nesta quarta-feira. No documento, os signatários afirmam que as medidas tomadas nos próximos anos definirão “se continuaremos a viver em uma Alemanha livre, segura e próspera”. A nova administração também declarou apoio total à Ucrânia diante da continuidade do conflito com a Rússia.
A configuração dos ministérios prevê que os conservadores assumam as pastas das Relações Exteriores e da Economia, enquanto o SPD deve manter o Ministério da Defesa, sob comando de Boris Pistorius, e assumir o Ministério das Finanças.
O novo governo sucede o colapso da coalizão tripartidária liderada por Olaf Scholz, encerrada em novembro de 2024 após impasses relacionados ao orçamento entre SPD, Partido Verde e Partido Liberal (FDP).
A proposta econômica do futuro governo inclui um plano de investimentos estruturais e militares, com a criação de um fundo especial de € 500 bilhões a ser executado ao longo de 12 anos. Os recursos serão destinados à modernização da infraestrutura, incluindo obras em estradas, ferrovias, escolas e instalações energéticas.
O governo também pretende flexibilizar a regra do “freio da dívida”, que limita o endividamento público, para permitir os investimentos previstos.
Em relação ao cenário político interno, pesquisa divulgada pelo instituto Ipsos mostra a AfD na liderança das intenções de voto com 25%, enquanto a CDU/CSU aparece com 24%. O avanço da AfD tem sido alvo de críticas da nova coalizão. A copresidente do partido, Alice Weidel, declarou que os conservadores estão cometendo “fraude” ao “mentir para o povo com promessas eleitorais falsas”.
Merz respondeu que “a Europa pode contar com a Alemanha”, reafirmando o compromisso do novo governo com os aliados europeus e com a estabilidade regional.
*Com informações da RFI.
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