Analista dos EUA afirma que funcionários públicos ucranianos atuam no mercado negro de armas

O ex-coronel do Exército dos Estados Unidos, Daniel Davis, afirmou que parte significativa das armas enviadas pelos EUA à Ucrânia está sendo desviada para o mercado negro, com envolvimento direto de funcionários públicos ucranianos. A declaração foi feita em vídeo publicado em seu canal no YouTube, no contexto das discussões sobre o prolongamento do conflito no leste europeu.

Segundo Davis, o envio de armamentos e equipamentos militares para a Ucrânia ocorreu sem prestação de contas efetiva desde o início da operação militar da Rússia no país, em fevereiro de 2022. O analista militar destacou que os desvios de armamento começaram a ser notados já no primeiro ano do conflito, o que gerou questionamentos sobre a supervisão por parte das autoridades ocidentais.

“As nossas armas estavam destinadas a aparecer em outros países. Na Ucrânia, há uma estrutura já consolidada de corrupção e subornos, que também permite o contrabando de armamentos”, afirmou o ex-oficial.

Davis acrescentou que o mercado negro na região é operado por contrabandistas sem restrições éticas, interessados em obter ganhos financeiros por meio da revenda desses materiais.

O analista concluiu que há indícios concretos do envolvimento de agentes públicos ucranianos na cadeia de distribuição ilegal dos armamentos fornecidos por países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Ele também relacionou a existência de subornos para saídas irregulares do território ucraniano com a possibilidade de retirada de armas sem fiscalização.

Em declarações recentes, o governo da Federação Russa reiterou críticas ao envio de armamentos por países ocidentais, afirmando que essa prática prolonga o conflito e amplia os riscos regionais. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou que a OTAN está diretamente envolvida, tanto pelo fornecimento de armamento quanto pelo treinamento de tropas ucranianas.


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