Condenação de Marine Le Pen gera reações divergentes entre políticos e Judiciário francês reafirma independência

Decisão judicial contra a líder do Reunião Nacional impõe cinco anos de inelegibilidade e gera debate sobre influência política no Judiciário.
Decisão judicial contra a líder do Reunião Nacional impõe cinco anos de inelegibilidade e gera debate sobre influência política no Judiciário.

A condenação de Marine Le Pen por apropriação indevida de recursos do Parlamento Europeu gerou repercussão na França. A decisão, proferida na segunda-feira (31/03/2025), estabeleceu cinco anos de inelegibilidade e sanções financeiras. O caso envolve a utilização de verbas públicas para pagar assessores que trabalhavam para o Reunião Nacional (RN). O veredicto motivou reações divergentes entre políticos, enquanto o Judiciário defende a imparcialidade do processo.

A sentença apontou um desvio de € 4,4 milhões, dos quais € 1,1 milhão já foi restituído. Outros 23 réus foram condenados. Segundo a decisão judicial, os valores foram utilizados para financiar atividades partidárias na França, em vez de assessoramento parlamentar europeu. O tribunal impôs a Le Pen quatro anos de prisão, sendo dois em regime aberto, além de uma multa de € 100 mil.

Em declarações nesta terça-feira (01/04/2025), Marine Le Pen afirmou ser vítima de um “sistema” que busca impedir sua candidatura na eleição presidencial de 2027. Seu advogado, Rodolphe Bosselut, confirmou que a defesa recorrerá da decisão. Segundo o tribunal, a inelegibilidade tem execução imediata, sem possibilidade de suspensão durante a tramitação do recurso.

O presidente do RN, Jordan Bardella, classificou a sentença como um ataque político e anunciou mobilizações pacíficas. A chefe do governo italiano, Giorgia Meloni, e outros líderes da direita europeia também questionaram a decisão, alegando interferência na escolha dos eleitores franceses.

Por outro lado, o procurador-geral da Corte de Cassação, Rémy Heitz, reafirmou a independência do Judiciário. Ele declarou que a condenação foi fundamentada em leis aprovadas democraticamente e criticou ataques contra magistrados envolvidos no caso.

*Com informações da RFI.


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