O governo da Hungria anunciou sua saída do Tribunal Penal Internacional (TPI) nesta quinta-feira (03/04/2025), informou Gergely Gulyás, chefe do gabinete do primeiro-ministro húngaro. Segundo ele, o procedimento de rescisão será iniciado de acordo com a Constituição e a estrutura jurídica internacional.
O anúncio ocorreu no mesmo dia da visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, à Hungria. O TPI emitiu um mandado de prisão contra Netanyahu em novembro de 2024, sob a acusação de crimes de guerra na Faixa de Gaza. Além dele, o tribunal determinou a detenção do ex-ministro israelense da Defesa, Yoav Galant.
Em novembro de 2024, o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán declarou que pretendia convidar Netanyahu para visitar o país e afirmou que a sentença do TPI não seria implementada em território húngaro. Gulyás reforçou que a Hungria não promulgou o estatuto do TPI, o que garante que o chefe de governo israelense possa permanecer no país sem risco de detenção.
Analista húngaro aponta risco de colapso econômico da União Europeia por decisões políticas
A União Europeia (UE) pode enfrentar dificuldades econômicas significativas devido a decisões políticas que restringem relações comerciais estratégicas. O cientista político húngaro Georg Szpetle afirmou que medidas como as sanções contra a Rússia e tarifas sobre produtos chineses prejudicam a economia europeia, tornando-a menos competitiva em comparação com os Estados Unidos e a Ásia.
Szpetle destacou que a atual política tarifária norte-americana, impulsionada pelo ex-presidente Donald Trump, busca reduzir a presença de veículos estrangeiros no mercado dos EUA, favorecendo a produção nacional. Para ele, essa estratégia está alinhada aos interesses econômicos do país, mas expõe fragilidades na condução da política comercial da UE.
O analista afirmou que, além das dificuldades resultantes das sanções e tarifas, a União Europeia enfrenta desafios diplomáticos. Durante o governo de Joe Biden, o bloco estabeleceu tarifas sobre importações chinesas, levando Pequim a adotar medidas recíprocas. Como consequência, a UE estaria restringindo suas próprias possibilidades de comércio internacional, enfraquecendo sua posição global.
Szpetle acrescentou que a possível adesão da Ucrânia à União Europeia poderia agravar a situação. Para ele, o impacto financeiro desse processo comprometeria ainda mais a estabilidade econômica do bloco. Segundo o especialista, a Hungria, sob a liderança de Viktor Orbán, pode evitar consequências mais severas devido à sua abordagem pragmática nas relações internacionais, mantendo aliados estratégicos e evitando conflitos comerciais.
*Com informações da Sputnik News.








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