O falecimento foi confirmado pelo Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), que emitiu nota oficial lamentando a perda e se solidarizando com familiares, amigos e admiradores.
Legado artístico e impacto no cenário musical
Antônio Barros deixa 355 obras musicais e 221 gravações registradas na base de dados da gestão coletiva da música no Brasil. As obras incluem composições com letra e/ou melodia, assinadas individualmente ou em parceria, especialmente com Cecéu.
As gravações, por sua vez, abrangem registros em formato digital, como em plataformas de streaming, e também em suportes físicos, a exemplo de DVDs. Dessa forma, uma mesma obra musical pode estar disponível em diferentes versões, como original, acústica ou apresentações ao vivo.
Entre os intérpretes que mais gravaram suas músicas destacam-se:
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Corone (Evaldo dos Santos Lima)
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Cobrinha (José Pedro Cerqueira)
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Marinês (Inês Caetano de Oliveira)
Esses artistas contribuíram significativamente para a difusão do repertório de Barros, especialmente no contexto da música nordestina e do forró tradicional, gêneros nos quais o compositor se consolidou.
Direitos autorais e herança cultural
Conforme estabelece a Lei nº 9.610/1998, que rege os Direitos Autorais no Brasil, os herdeiros de Antônio Barros terão direito a receber os rendimentos autorais gerados pela execução pública de suas músicas por 70 anos após sua morte. Essa regra também se aplica a obras feitas em coautoria, assegurando que o valor cultural e econômico das composições continue a beneficiar a família do artista.
O Ecad continuará responsável pela arrecadação e distribuição dos direitos autorais, conforme determina a legislação vigente, garantindo o cumprimento dos direitos patrimoniais dos sucessores legais.
Referência na cultura popular
Antônio Barros teve papel relevante na consolidação da música regional nordestina, sendo reconhecido nacionalmente por sua capacidade de unir letra popular, melodia marcante e um forte apelo junto ao público.
Suas obras são frequentemente regravadas por novos artistas e permanecem como referência na construção da identidade musical brasileira, particularmente no contexto das festas juninas e da cultura popular do Nordeste.
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