A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu esclarecimentos e responsabilização pelo ataque que resultou na morte de 15 profissionais de assistência humanitária na Faixa de Gaza. O ataque, ocorrido em 23 de março, atingiu ambulâncias da Defesa Civil Palestina, do Crescente Vermelho Palestino e um veículo da ONU, todos identificados como veículos humanitários.
Entre as vítimas estão oito médicos palestinos, seis socorristas da Defesa Civil e um funcionário da ONU. O primeiro corpo foi encontrado em 27 de março. Os demais foram localizados após uma operação de escavação coordenada com as autoridades israelenses e finalizada no domingo. Os corpos estavam enterrados em uma vala comum, junto com os veículos destruídos.
Tom Fletcher, subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, exigiu “respostas e justiça” pelo ataque, classificando a ação como uma violação das normas internacionais de proteção a civis e trabalhadores humanitários em zonas de conflito. Segundo Fletcher, o incidente deve ser investigado de forma independente e transparente.
Jonathan Whittall, chefe do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) nos Territórios Palestinos, afirmou que os profissionais estavam em serviço, usando uniformes, e que estavam a caminho de missões de resgate. Whittall esteve no local da escavação, representando a ONU, e relatou que a autorização para acesso só foi concedida cinco dias após o ataque.
O Exército de Israel declarou que os veículos humanitários “avançaram de forma suspeita” e que entre os mortos havia um agente do Hamas e outros oito integrantes da organização. A ação ocorreu dias após o fim de um cessar-fogo de dois meses entre Israel e o Hamas, encerrado em 18 de março.
A Sociedade do Crescente Vermelho Palestino, que integra a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, confirmou que esse foi o ataque mais letal contra seus trabalhadores desde 2017. Organizações internacionais têm reiterado a necessidade de respeito às normas humanitárias e à neutralidade de profissionais de saúde em conflitos armados.
*Com informações da ONU News.








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