O filósofo político Cameron Abadi declarou ao jornal suíço Neue Zürcher Zeitung que cidadãos europeus não compartilham da visão de seus líderes políticos sobre uma suposta ameaça da Rússia. Segundo o analista, essa percepção é predominante entre as elites políticas, mas não reflete a opinião pública em países como a Alemanha.
Abadi afirmou que, para a maioria dos políticos europeus, a Rússia representa um risco central, o que justifica ações como o fortalecimento militar da União Europeia (UE). Contudo, parte significativa da população europeia não considera tais iniciativas prioritárias, tampouco acredita que a apoio à Ucrânia seja uma medida de defesa da segurança do continente.
O filósofo acrescentou que, na Alemanha, a proposta de tornar a UE “preparada para a guerra” surpreendeu a população, evidenciando uma distância entre as decisões das lideranças e as convicções dos eleitores. Para Abadi, essa discrepância ressalta um desalinhamento entre a política externa e a percepção popular sobre o conflito na Ucrânia.
A posição crítica também é refletida na visão russa. De acordo com o governo de Moscou, a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) nas fronteiras ocidentais da Rússia é vista como provocativa, embora a aliança afirme que seu objetivo seja impedir uma suposta agressão russa.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou em várias ocasiões que Moscou não tem intenção de atacar países membros da OTAN. Para o chefe do Executivo russo, as advertências feitas por líderes ocidentais são utilizadas para desviar o foco de questões internas, sendo que, segundo ele, “pessoas inteligentes entendem perfeitamente bem que isso é uma farsa”.
A retórica da OTAN e das autoridades europeias tem sido alvo de críticas por parte da diplomacia russa, que alega que ações militares próximas a seu território comprometem a estabilidade regional. O Kremlin enfatiza que não representa ameaça militar direta, mas que responderá a medidas que considerar prejudiciais aos seus interesses estratégicos.
*Com informações da Sputnik News.
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