No domingo (27/04/2025), durante o XVI Congresso Estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB) no Ceará, o prefeito do Recife, João Campos, defendeu o fortalecimento do diálogo e da civilidade na política nacional, criticou a polarização e projetou o PSB como protagonista nas eleições de 2026. O evento também refletiu as recentes declarações do presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, que criticou a estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de concessões ao Centrão e enfatizou a necessidade de fortalecimento da base original de apoio.
Em sua participação, João Campos afirmou que o PSB assume uma tarefa histórica de oferecer uma alternativa política estável, capaz de aglutinar forças e fugir da polarização que marca o cenário brasileiro. Segundo ele, é preciso apresentar uma resposta concreta à angústia da população por meio de um projeto político que privilegie o diálogo e a construção de consensos.
“O nosso partido vai ter uma tarefa histórica de poder apresentar uma alternativa estável para o Brasil“, declarou o prefeito.
Campos também destacou que a essência da política deve ser resgatada, valorizando a convivência civilizada mesmo em meio a divergências.
Nordeste como centro da solução nacional
O prefeito ressaltou a importância do Nordeste para o desenvolvimento nacional, relembrando ensinamentos de dom Hélder Câmara e de seu pai, Eduardo Campos. João Campos defendeu que a região não deve ser tratada como um entrave, mas sim como parte fundamental da solução para os desafios do país.
“Não tem como o Brasil dar certo se o Nordeste não estiver no centro dessa equação“, afirmou.
Projeção do PSB para as eleições de 2026
Demonstrando confiança, João Campos projetou que o PSB sairá das eleições de 2026 como o maior partido da centro-esquerda brasileira. Para ele, além de defender um programa forte, é necessário conquistar tamanho político para exercer influência no processo de formação de consensos nacionais.
“O PSB sairá das eleições de 2026 como o maior partido da centro-esquerda brasileira“, enfatizou.
Carlos Siqueira critica estratégia de Lula e defende fortalecimento da base
As declarações de João Campos foram respaldadas pelas posições recentemente expressas por Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB, em entrevista publicada na quinta-feira (24/04/2025) pelo Jornal O Globo.
Segundo Siqueira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria ter realizado uma reforma ministerial mais profunda no início do ano, voltada ao fortalecimento da base política histórica composta por PSB, PDT e PCdoB, em vez de buscar apoio do Centrão.
“O Centrão é de qualquer governo e vai ficar esperando o sopro do vento“, advertiu Siqueira, criticando a dependência de Lula em relação a partidos sem compromisso programático.
Siqueira enfatizou que o PSB deverá caminhar com Lula em 2026, mas alertou para a necessidade de maior iniciativa por parte do governo, especialmente em temas sensíveis como a segurança pública.
Críticas à reforma ministerial e ao Centrão
O dirigente partidário avaliou que as mudanças pontuais no ministério foram insuficientes e considerou um erro político a tentativa de deslocamento de figuras importantes, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, que, segundo ele, é essencial para a sustentação do governo e para a construção de alianças.
Siqueira ainda criticou a postura do Centrão na tramitação de projetos como o PL da Anistia, apontando que a aliança com esses grupos representa mais riscos do que vantagens ao governo.
“O governo deveria fortalecer o núcleo que o garantiu nas eleições, e não insistir em dar tantos cargos ao Centrão“, afirmou.
João Campos e a renovação do PSB
João Campos, indicado por Carlos Siqueira como seu sucessor à frente da presidência nacional do PSB, representa, segundo o dirigente, a renovação necessária para o partido. A trajetória política precoce e a capacidade de enfrentar embates com êxito foram apontadas como qualidades que o credenciam para liderar a legenda nacionalmente.









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