Presidente Lula propõe candidatura feminina latino-americana à ONU e critica tarifas unilaterais

Presidente defende integração regional na 9ª Cúpula da Celac e repudia medidas comerciais arbitrárias.
Presidente defende integração regional na 9ª Cúpula da Celac e repudia medidas comerciais arbitrárias.

Durante a 9ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), realizada em Tegucigalpa, capital de Honduras, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, propôs que os países da região apoiem uma candidatura única de uma mulher latino-americana para o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa visa fortalecer a representatividade da América Latina no cenário multilateral e recuperar a credibilidade da organização.

“A Celac pode contribuir para resgatar a credibilidade da ONU, elegendo a primeira mulher secretária-geral da organização”, declarou Lula.

O governo brasileiro sugeriu ainda uma declaração conjunta sobre o tema, a ser debatida e apreciada pelos chefes de Estado presentes.

O encontro ocorreu em um contexto de tensões geopolíticas e econômicas, marcadas por políticas migratórias mais rígidas nos Estados Unidos e barreiras comerciais unilaterais. Lula alertou para os impactos dessas medidas sobre a estabilidade internacional.

“A liberdade e a autodeterminação são as primeiras vítimas de um mundo sem regras multilateralmente acordadas. Imigrantes são criminalizados e deportados sob condições degradantes. Tarifas arbitrárias desestabilizam a economia internacional e elevam os preços”, afirmou o presidente. Ele complementou: “Quanto mais fortes e unidas estiverem nossas economias, mais protegidos estaremos contra ações unilaterais”.

O discurso de Lula foi acompanhado por líderes de 33 países membros da Celac, incluindo a anfitriã Xiomara Castro, presidente de Honduras; a presidente do México, Claudia Sheinbaum; o presidente da Colômbia, Gustavo Petro; o presidente do Uruguai, Yamandu Orsi; e o presidente da Bolívia, Luís Arce.

Claudia Sheinbaum reforçou a necessidade de coesão regional:

“Mais do que nunca, é um bom momento para reconhecer que América Latina e Caribe requerem solidariedade e unidade de seus governos e povos”.

Ela destacou a importância do respeito mútuo, da soberania e da observância dos acordos comerciais bilaterais e multilaterais.

Gustavo Petro contrapôs dois caminhos possíveis para a região:

“Existe uma agenda proposta para a solidão e uma agenda proposta para a ajuda comum. A agenda da solidão só tem dois nomes: imigrações e bloqueio. A agenda da ajuda comum é mais complexa, mais difícil, mas mais interessante para todos aqui presentes”.

A Celac, fundada em fevereiro de 2010, representa uma plataforma de diálogo e integração para os países latino-americanos e caribenhos. Compreende 33 nações, cobrindo uma área de mais de 22 milhões de km² e uma população superior a 670 milhões de pessoas, o que corresponde ao dobro da população dos Estados Unidos e cinco vezes a área da União Europeia.

*Com informações da Agência Brasil.


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