O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou que poderá nomear o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil-MA) para o Ministério das Comunicações, após a saída de Juscelino Filho da pasta. A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas em Tegucigalpa, capital de Honduras, após participação na Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac).
Lula afirmou que o União Brasil continuará com o direito de indicar o nome para o ministério, mantendo a atual composição da Esplanada.
“O União Brasil tem o direito de me indicar um sucessor para o Juscelino, que é do União Brasil. Eu já tenho o nome, eu conheço o Pedro Lucas. Vou voltar para o Brasil amanhã de manhã, vou conversar com o União Brasil e, se for o caso, eu já discuto a nomeação dele”, declarou.
O presidente acrescentou que pretende consultar lideranças do partido, incluindo o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), antes de formalizar a escolha. Pedro Lucas é atualmente líder do União Brasil na Câmara dos Deputados, o que fortalece sua posição como possível sucessor.
Juscelino Filho solicitou o afastamento do cargo na terça-feira (08/04/2025), após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sob a acusação de envolvimento em desvios de recursos públicos por meio de emendas parlamentares enquanto exercia mandato de deputado federal. Lula reiterou que o afastamento segue um padrão adotado em seus mandatos anteriores.
“Toda vez que um ministro é denunciado pelo procurador-geral, é uma política saudável que ele se afaste do governo para poder provar sua inocência”, disse.
O presidente enfatizou que o afastamento visa não comprometer a rotina administrativa do governo federal. “O dia a dia do governo é de muito trabalho, muita coisa prática”, completou.
Questionado sobre eventuais mudanças no primeiro escalão, Lula descartou alterações imediatas, indicando que qualquer modificação ocorrerá conforme decisão presidencial ou por solicitação dos partidos que compõem a base aliada.
“Qualquer mudança no governo é uma decisão unilateral do presidente da República, a não ser que um partido que tem um ministro queira tirar o ministro”, explicou.
Segundo Lula, o foco do governo permanece em manter a estabilidade política e econômica, com atenção a votações estratégicas no Congresso Nacional e à atração de novos investimentos. O presidente destacou que o país atravessa um período de crescimento, o que reforça a necessidade de continuidade administrativa.
*Com informações da Agência Brasil.











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