Terça-feira, 23/04/2025 – O advogado e articulador político Adolpho Henrique Almeida Loyola, conhecido como Adolpho Loyola (PT), foi nomeado Secretário de Relações Institucionais (Serin) da Bahia em 12 de dezembro de 2024, conforme anunciado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) durante uma reforma administrativa. Loyola deixou a Chefia de Gabinete do Governo da Bahia, cargo que ocupava desde janeiro de 2023, para assumir a Serin, substituindo Jonival Lucas.
A nomeação de Loyola para a Serin reforça a confiança do governador Jerônimo em sua capacidade de articulação política, posicionando-o como um dos principais nomes para disputar uma vaga na Câmara Federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições de 2026.
Perfil e trajetória política de Adolpho Loyola
Membro histórico do PT, Loyola acumulou experiência nos âmbitos federal e estadual. Sua trajetória inclui passagens por funções-chave que o credenciaram como figura de confiança junto à cúpula partidária. Entre os principais cargos ocupados, destacam-se:
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Assessor Especial da Casa Civil da Presidência da República;
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Diretor de Fiscalização e Outorga do Ministério das Comunicações;
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Coordenador Executivo da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS);
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Assessor Parlamentar na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa da Bahia.
Durante a campanha eleitoral de 2022, Loyola atuou como um dos principais coordenadores políticos da candidatura de Jerônimo Rodrigues ao Governo da Bahia, desempenhando papel relevante na articulação de alianças, no diálogo com movimentos sociais e na construção do programa de governo.
Secretaria de Relações Institucionais: atribuições e relevância institucional
A Secretaria de Relações Institucionais (Serin) é responsável por coordenar a articulação política do governo com os demais poderes, municípios e sociedade civil, além de assessorar diretamente a formulação de estratégias políticas e administrativas. A ocupação do cargo por Adolpho Loyola insere-o no centro do processo decisório do governo estadual, com atuação transversal nas políticas públicas e articulações institucionais.
O posto exige habilidade política, conhecimento técnico e capacidade de articulação com diferentes setores do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil. A escolha de Loyola visa garantir coesão entre as diretrizes do governo e a sua execução prática, consolidando uma base política sólida para projetos estruturantes. Mas, aliados questionam se ele tem as qualidades necessárias para o cargo.
Apoio de Jerônimo a Loyola enfrenta críticas por falta de prestígio político e inexperiência eleitoral
Cresce nos bastidores do Palácio de Ondina a articulação em torno da possível pré-candidatura de Adolpho Loyola à Câmara dos Deputados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições de 2026. O movimento tem como principal articulador o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que vê em Loyola uma oportunidade de fortalecer sua base aliada no plano federal.
De acordo com interlocutores próximos ao governo estadual, a iniciativa visa ampliar a representatividade da Bahia no Congresso Nacional, dando continuidade ao projeto político do PT no estado. Loyola, que possui trajetória no setor público e ligação com quadros históricos do partido, aparece como um nome de confiança do núcleo político de Jerônimo.
Estratégia petista mira continuidade e espaço legislativo
A construção da pré-candidatura ocorre em meio a um contexto de disputas internas e reconfiguração das forças políticas dentro do PT. Em Brasília, a bancada baiana é vista como estratégica, e o partido busca renovar nomes e garantir maior coesão em torno da agenda nacional liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além disso, a movimentação reflete um esforço para fortalecer o grupo político de Jerônimo no pós-governo, diante das incertezas quanto ao seu futuro político após 2026. Loyola desponta, nesse cenário, como um possível elo entre o Executivo estadual e o Legislativo federal.
Críticas à candidatura: falta de base eleitoral e prestígio político
Apesar do apoio explícito do governador, a possível candidatura de Adolpho Loyola enfrenta críticas dentro e fora do partido. Avaliações reservadas apontam que o nome carece de lastro eleitoral e de prestígio político consolidado, sobretudo em comparação com parlamentares que já ocupam mandatos ou possuem base orgânica em regiões estratégicas da Bahia.
A principal objeção recai sobre a ausência de experiência em cargos eletivos, fator que coloca em xeque sua capacidade de enfrentar uma eleição majoritária de projeção nacional. Dirigentes do partido também questionam a viabilidade eleitoral do projeto, apontando que, em um cenário de intensa competitividade, a candidatura pode não reunir as condições mínimas para consolidar-se diante de nomes mais estruturados.
Além disso, a movimentação é vista como centralizadora, refletindo um modelo de escolha de candidaturas a partir de critérios de fidelidade política e confiança pessoal, e não de inserção social, militância ou articulação de base.
Reação no meio político e avaliação estratégica
Mesmo entre aliados do governo, a indicação de Loyola é considerada prematura. Lideranças municipais e estaduais do PT apontam a necessidade de ampliar o debate interno e de estabelecer critérios mais objetivos para a construção da chapa proporcional. A avaliação é de que o partido corre o risco de fragilizar sua representatividade ao investir em nomes sem densidade eleitoral comprovada.
Analistas políticos destacam que, caso a candidatura se concretize, será necessário um esforço concentrado do governo estadual e do diretório nacional para viabilizá-la, incluindo investimentos em visibilidade pública, fortalecimento da imagem política e alianças estratégicas com lideranças regionais.











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