Quarta-feira, 28/05/2025 — A Bahia gerou 13.480 novos empregos formais no mês de abril de 2025, de acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O estado liderou a criação de vagas no Nordeste, reforçando sua relevância no desempenho positivo nacional.
No acumulado de 2025, entre janeiro e abril, o saldo da Bahia já soma 45.317 postos de trabalho com carteira assinada, o que consolida o estado como um dos principais polos de geração de empregos na região.
Brasil atinge marca inédita de 48 milhões de vínculos formais
O desempenho da Bahia contribuiu para o saldo nacional de 257.528 vagas criadas em abril, o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2020. Com isso, o Brasil ultrapassou pela primeira vez a marca de 48 milhões de vínculos formais de emprego. De janeiro a abril, o país acumulou 922.362 novas vagas, enquanto o saldo dos últimos 12 meses superou 1,6 milhão de empregos com carteira assinada.
Setores que mais empregaram na Bahia
Na Bahia, os setores com maiores saldos positivos em abril foram:
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Serviços: principal responsável pelas contratações formais, com destaque para atividades administrativas, educação e saúde;
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Construção: apresentou crescimento robusto, impulsionado por obras públicas e investimentos habitacionais;
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Comércio: manteve trajetória de recuperação, com saldo positivo no varejo e atacado.
Dados nacionais: distribuição por setores e estados
No cenário nacional, os principais dados do Novo Caged de abril de 2025 foram:
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Serviços: +136.109 vagas (+0,58%);
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Comércio: +48.040 vagas (+0,45%);
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Indústria: +35.068 vagas (+0,39%);
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Construção: +34.295 vagas (+1,16%);
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Agropecuária: +4.025 vagas (+0,22%).
Entre os estados, os maiores saldos absolutos foram registrados em:
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São Paulo: +72.283 vagas;
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Minas Gerais: +29.083 vagas;
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Rio de Janeiro: +20.031 vagas.
No Nordeste, a Bahia liderou em termos absolutos, seguida por Pernambuco e Ceará.
Salário médio de admissão tem leve crescimento
O salário médio real de admissão em abril no Brasil foi de R$ 2.251,81, representando aumento de R$ 15,96 (+0,71%) em relação a março. Na comparação com abril de 2024, o crescimento real foi de R$ 6,62 (+0,28%), indicando estabilidade nos rendimentos.
Baixa remuneração média
A Bahia reafirma sua posição como principal economia do Nordeste em geração de empregos formais, demonstrando recuperação do mercado de trabalho local em sintonia com o avanço nacional. No entanto, a concentração do crescimento em setores de baixa remuneração média, como comércio e serviços administrativos, sugere a necessidade de políticas voltadas à qualificação profissional e ao estímulo à indústria de maior valor agregado.
O marco de 48 milhões de vínculos formais no país é significativo, mas o aumento real nos salários permanece modesto diante das pressões inflacionárias e da precarização de parte das ocupações formais. A Bahia, como liderança regional, pode se beneficiar de investimentos estruturantes para diversificar a base produtiva e gerar empregos mais qualificados.











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