Congresso Nacional realiza homenagem aos 150 anos do jornal Estadão

Solenidade contou com a participação de parlamentares, diplomatas e representantes do grupo de comunicação.
Solenidade contou com a participação de parlamentares, diplomatas e representantes do grupo de comunicação.

O Congresso Nacional realizou sessão solene, na terça-feira (29/04/2025), em homenagem aos 150 anos do jornal O Estado de S. Paulo, também conhecido como Estadão. A celebração foi uma iniciativa da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) e do deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP). O evento reuniu autoridades, representantes do corpo diplomático, executivos do grupo de comunicação e colaboradores da publicação.

A cerimônia foi iniciada com a execução do Hino Nacional e a exibição de um vídeo institucional produzido pelo jornal. Em seguida, a senadora Mara Gabrilli, ex-colaboradora da Rádio Eldorado, pertencente ao grupo Estadão, destacou o papel histórico do veículo de imprensa em momentos decisivos da história brasileira, como a abolição da escravidão, a proclamação da República e o enfrentamento à censura durante a ditadura militar.

Durante seu discurso, a senadora relembrou a sua atuação na Rádio Eldorado entre 2007 e 2012, onde apresentou o programa “Derrubando Barreiras: Acesso para Todos”, voltado à discussão de temas como inclusão, acessibilidade e cidadania. Segundo ela, o espaço contribuiu para a ampliação do debate público sobre direitos sociais.

Representando o deputado Baleia Rossi, o deputado federal Hildo Rocha (MDB-MA) ressaltou os desafios atuais enfrentados pela imprensa, mencionando as dificuldades econômicas do setor e a importância da manutenção da liberdade de imprensa e da democracia no país.

O diretor de Jornalismo do Estadão, Eurípedes Alcântara, afirmou que o evento não celebrava apenas a longevidade da publicação, mas o seu compromisso contínuo com a democracia e a liberdade de imprensa. Ele citou dois momentos em que o jornal sofreu censura direta: em 1940, sob a ditadura Vargas, e durante o regime militar após o AI-5, quando o jornal foi submetido à censura prévia por sete anos.

Alcântara observou que a relação entre a imprensa e o Congresso é naturalmente tensa, mas defendeu o que chamou de “vigilância crítica” e o papel essencial da imprensa na mediação entre sociedade e poder público, especialmente em períodos de instabilidade política.

O diretor-presidente do Estadão, Erick Bretas, também discursou, afirmando que o jornal busca ser uma consciência crítica do seu tempo, sem pretensões de exercer protagonismo sobre os poderes da República. Destacou a missão de informar a sociedade com independência e responsabilidade, permitindo que o cidadão forme suas próprias decisões.

O presidente do Conselho de Administração do grupo, Francisco Mesquita Neto, fez um histórico do jornal desde sua fundação, inicialmente como A Província de São Paulo, que teve como última manchete, em 15 de novembro de 1889, a expressão “Viva a República!”. Ele destacou a conexão histórica entre o veículo e os ideais liberais, republicanos e democráticos, frisando o papel da liberdade de expressão como base para as demais liberdades públicas e econômicas.

A solenidade contou com a presença de representantes diplomáticos de Angola, Cuba, Palestina e República Dominicana, reforçando a dimensão internacional da homenagem.

*Com informações da Agência Senado.


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