Feira de Santana avança na geração de empregos e apresenta sinais de resiliência no mercado de trabalho em 2025

Feira de Santana apresentou crescimento no número de trabalhadores ocupados e aumento do rendimento médio real no 1º trimestre de 2025, mesmo diante da retração estadual. O município destaca-se pela força do comércio e pela posição estratégica regional. Ainda enfrenta desafios relacionados à informalidade, ao desemprego juvenil e à desigualdade de gênero.
Segundo maior município da Bahia registra ampliação da ocupação e fortalecimento do comércio no 1º trimestre de 2025, mesmo diante da retração estadual.

Sexta-feira, 16/05/2025Feira de Santana, principal centro urbano do interior da Bahia e segundo maior município do estado, apresentou sinais de resiliência no mercado de trabalho durante o primeiro trimestre de 2025, conforme levantamento baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE. O município destacou-se por ampliar o número de pessoas ocupadas, com ênfase no setor comercial, em contraste com a retração observada em boa parte do território baiano.

Expansão do emprego formal e recuperação no setor comercial

De janeiro a março de 2025, Feira de Santana registrou crescimento no número de trabalhadores empregados, especialmente no comércio e serviços de manutenção de veículos, que apresentaram alta de 5,7% no estado. No município, esse movimento foi intensificado pela reabertura de estabelecimentos e expansão da atividade econômica local, beneficiada pela posição estratégica na malha rodoviária do Nordeste.

Embora o IBGE não divulgue microdados municipais com o mesmo detalhamento dos recortes estaduais e metropolitanos, fontes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico confirmam que Feira de Santana contribuiu substancialmente para o saldo positivo de 68 mil novos trabalhadores no comércio baiano, o que corresponde a uma das três únicas atividades com crescimento no período.

Taxa de informalidade permanece elevada, mas com leve recuo

Apesar da alta taxa de informalidade que marca o mercado de trabalho no interior baiano, Feira de Santana apresentou leve redução percentual na informalidade no 1º trimestre, conforme dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Estimativas indicam que cerca de 48,5% dos trabalhadores feirenses estão em ocupações informais, percentual inferior à média estadual (51,9%).

Esse comportamento é atribuído à expansão de micro e pequenas empresas com CNPJ regularizado, ao fortalecimento do empreendedorismo individual e às ações da Prefeitura para regularização de autônomos e feirantes.

Jovens e mulheres ainda enfrentam maior desocupação

O segmento que mais enfrenta obstáculos à inserção produtiva em Feira de Santana segue sendo o de jovens entre 18 e 29 anos, cuja taxa de desocupação estimada se aproxima de 20%. A participação das mulheres no mercado também apresenta desafios, com rendimento médio mensal inferior em até 25% ao dos homens, segundo dados amostrais da PNAD.

A Prefeitura reconheceu, em nota recente, que está intensificando parcerias com o setor privado e instituições de ensino para qualificação profissional, com foco em jovens e mulheres em situação de vulnerabilidade.

Rendimento médio supera a média estadual, mas segue abaixo da nacional

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores em Feira de Santana ficou estimado em R$ 2.482, valor acima da média baiana (R$ 2.231), mas ainda abaixo da média nacional. O montante representa um avanço em relação ao trimestre anterior, quando o rendimento foi impactado por retrações em setores informais e serviços.

O destaque local é a elevação do rendimento entre trabalhadores formais do comércio e indústria leve, que vêm consolidando-se como os principais polos de geração de renda na cidade.

Feira se consolida como polo regional de absorção de mão de obra

A condição de entroncamento rodoviário e sede de importantes centros logísticos e comerciais mantém Feira de Santana como polo regional de absorção de mão de obra no interior do Nordeste. A cidade recebe diariamente trabalhadores de municípios vizinhos, o que amplia a pressão sobre o mercado local, mas também sustenta um dinamismo superior à média das cidades do semiárido.

Principais dados estimados sobre Feira de Santana (1º trimestre de 2025)

Emprego e ocupação

  • Aumento no número de ocupados no comércio e manutenção de veículos

  • Expansão de microempreendedores formais

  • Recuo leve na taxa de informalidade (48,5%)

Desocupação e renda

  • Taxa de desocupação entre jovens: ~20%

  • Rendimento médio real: R$ 2.482

  • Renda feminina inferior à masculina em até 25%

Setores em destaque

  • Comércio e serviços: crescimento consolidado

  • Indústria leve: manutenção de quadros ocupacionais

Desafios persistentes

  • Alta desocupação juvenil

  • Desigualdade salarial de gênero

  • Dependência de setores informais


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