Feira de Santana: Psicóloga solicita à Governo Ronaldo políticas públicas para saúde mental materna

Profissional cobra cumprimento da campanha Maio Furta-cor, instituída por lei municipal.
Profissional cobra cumprimento da campanha Maio Furta-cor, instituída por lei municipal.

A psicóloga Rafaela Ferreira Alves utilizou a Tribuna Livre da Câmara Municipal de Feira de Santana para cobrar do Governo Municipal a implementação de políticas públicas voltadas à saúde mental materna. A solicitação foi feita durante sessão realizada nesta quinta-feira (08/05/2025), em consonância com a campanha Maio Furta-cor, criada por lei para incentivar ações de conscientização ao longo do mês.

Representante da União de Mulheres de Combate à Depressão Pós-parto, Rafaela enfatizou a ausência de medidas de prevenção, tratamento e acompanhamento na rede pública de saúde municipal. Segundo ela, a iniciativa legislativa precisa ser acompanhada por ações efetivas do Poder Executivo.

A profissional destacou dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que apontam que uma em cada quatro mulheres sofre de depressão pós-parto e violência obstétrica. Para ela, a negligência na promoção de cuidados adequados compromete não apenas a saúde das mães, mas também o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Desde 2023, Rafaela Ferreira atua em ações de conscientização em torno do tema, defendendo que a disseminação de informações é fundamental para prevenir adoecimentos psicopatológicos e reduzir gastos com tratamentos de média e alta complexidade.

Em apoio à argumentação, a psicóloga citou uma pesquisa nacional de 2022, que indicou que transtornos mentais perinatais geraram um custo estimado em R$ 26 bilhões ao país. De acordo com ela, o investimento em políticas de prevenção é financeiramente mais viável e impacta positivamente na manutenção da força de trabalho e da economia doméstica.

A profissional alertou ainda que a saúde mental materna vai além da depressão pós-parto, incluindo também transtornos de ansiedade e psicose puerperal. Essas condições, segundo Rafaela, são comuns no período perinatal, mas ainda sofrem com estigmas e falta de informação.

Ela concluiu solicitando que o município adote ações que considerem os impactos econômicos e sociais da saúde mental materna, propondo estratégias voltadas à prevenção e ao acolhimento das mulheres.


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