Pequim (China) – Terça-feira, 13/05/2025 – Durante missão oficial na China, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, reuniu-se com dirigentes de sete fornecedores da Goldwind, maior fabricante mundial de aerogeradores, com o objetivo de discutir a formação de um parque fabril de energia renovável no estado da Bahia. O encontro ocorreu na sede da empresa, em Pequim, e reforçou o interesse das companhias em ampliar a cadeia produtiva do setor eólico no território baiano.
Expansão da cadeia industrial da Goldwind na Bahia
A Goldwind, que inaugurou sua primeira fábrica fora da China em Camaçari (BA) no ano passado, já planeja triplicar sua capacidade produtiva no estado. A presença dos seus fornecedores em território baiano é vista como estratégica para redução de custos logísticos, aumento da competitividade e atração de novos investimentos internacionais.
Durante a reunião, representantes das empresas apresentaram experiências anteriores de internacionalização e manifestaram disposição concreta de se instalar na Bahia. O governador Jerônimo Rodrigues destacou o compromisso do Estado em oferecer infraestrutura, segurança jurídica e incentivos para atrair novos empreendimentos.
“Foi uma reunião muito produtiva. Há um real interesse dessas empresas em se instalarem na Bahia e nós vamos agora, junto com o Governo Federal, atuar de todas as formas para que o mais rápido possível elas possam chegar ao nosso estado, gerando emprego, renda e desenvolvimento tecnológico”, afirmou Jerônimo.
Impacto econômico e estratégico para a Bahia
Segundo Paulo Guimarães, presidente da BahiaInveste, a chegada dos fornecedores irá ampliar a atratividade dos equipamentos da Goldwind, além de viabilizar a produção local de componentes estratégicos para turbinas eólicas, com potencial para exportação.
“A vinda dessas empresas vai tornar mais atrativos os equipamentos da Goldwind, permitindo aumento da produção e participação no mercado eólico brasileiro, com foco também na exportação para as Américas. Além disso, estimulará novos investimentos na Bahia, como a produção de hidrogênio verde e de metanol renovável, já desenvolvidos pela Goldwind na China”, pontuou Guimarães.
A Goldwind tem destaque no setor de energia limpa, atuando em diferentes segmentos como fabricação de turbinas, operação de parques eólicos e prestação de serviços associados. Em 2024, a empresa registrou receita de aproximadamente USD 7,82 bilhões, com mais de seis mil funcionários ao redor do mundo.
Perspectivas para a matriz energética e industrial baiana
A formação de um polo industrial eólico na Bahia tem potencial para transformar o estado em referência continental em energia renovável, alinhando-se a políticas de transição energética e sustentabilidade. A instalação de novos fornecedores chineses também deve impulsionar qualificação profissional, inovação tecnológica e integração logística com polos industriais como Camaçari, Feira de Santana e o Porto de Aratu.








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