Durante missão internacional na China, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, apresentou a empresários chineses o potencial do estado para investimentos em tecnologia, energia limpa e inovação industrial. A exposição ocorreu nesta segunda-feira (12/05/2025), durante o Seminário Empresarial China – Brasil, realizado em Pequim, com organização da Apex Brasil.
Acompanhado por representantes do governo federal e de entidades empresariais, Jerônimo destacou que 98% da energia gerada na Bahia provém de fontes renováveis, o que posiciona o estado como referência nacional em sustentabilidade. A matriz energética diversificada, aliada a incentivos fiscais, mão de obra qualificada e localização geográfica privilegiada, foi apresentada como base sólida para atração de empresas nos setores de alta tecnologia, inteligência artificial e energias renováveis.
Segundo o governador, o estado se consolidou como destino seguro para negócios. “Construímos, ao longo de 20 anos, um ambiente legal estável, com segurança jurídica e estímulos para o investidor estrangeiro”, afirmou. Ele também reforçou que a Bahia já colhe frutos de parcerias com empresas chinesas, como a BYD e a Goldwind, instaladas no Polo Industrial de Camaçari.
Cooperação Bahia-China avança com novos projetos
Durante o evento, diversas empresas manifestaram interesse em aprofundar negociações com a comitiva baiana. O foco dos diálogos incluiu setores como química, petroquímica, energias híbridas e centros de pesquisa tecnológica. Um dos desdobramentos mais concretos foi o anúncio da parceria entre a empresa Windey Energy e o SENAI-CIMATEC para a criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento em energia eólica no estado. A unidade terá como meta desenvolver soluções para armazenamento energético e projetos que integram energia solar e eólica.
Lula defende fortalecimento da aliança econômica com a China
Ainda nesta segunda-feira (12), o governador participou de reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representantes de empresas chinesas com interesse em investir no Brasil. O encerramento do Seminário contou com pronunciamento de Lula, que defendeu a expansão do comércio bilateral.
“Queremos comprar mais e vender mais para a China. A construção dessa aliança econômica não tem volta, e só tende a se expandir”, declarou o presidente.
Projeções para o futuro
A missão internacional integra uma estratégia mais ampla de internacionalização da economia baiana, promovendo o estado como polo de tecnologia limpa, industrialização verde e pesquisa aplicada. A expectativa do governo é que os contatos estabelecidos na China se desdobrem em novos acordos comerciais, parcerias industriais e investimentos diretos estrangeiros.








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