O ministro da Casa Civil, Rui Costa, anunciou, durante a agenda oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na China, o investimento de US$ 1 bilhão da multinacional chinesa Envision Group na produção de combustível sustentável para aviação (SAF) no Brasil. O anúncio ocorreu no primeiro dia de compromissos em Pequim, com foco em consolidar parcerias firmadas na visita do presidente chinês Xi Jinping ao Brasil, em novembro de 2024.
O investimento prevê ainda a criação de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em parceria entre a Windey Technology e o SENAI CIMATEC, especializado no setor de energia renovável. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a capacidade tecnológica brasileira e ampliar a transição para uma matriz energética sustentável.
Durante entrevista coletiva, Rui Costa detalhou que a agenda incluiu reuniões com duas montadoras chinesas de automóveis, sendo que uma delas, de controle estatal, confirmou investimento de US$ 1,3 bilhão na instalação de uma fábrica no Brasil. O lançamento do escritório da empresa em São Paulo está marcado para 23/05/2025, quando será apresentado o cronograma oficial dos investimentos, com previsão de conclusão dos projetos até 2030.
Outra reunião estratégica foi com a empresa Norinco, especializada na fabricação de equipamentos de defesa, segurança pública, defesa civil e georreferenciamento. Segundo Rui Costa, uma delegação da Norinco visitará o Brasil até 30/05/2025 para discutir propostas de fortalecimento dos centros estaduais de monitoramento, comando e controle, com foco em segurança e tecnologia. As negociações continuam e devem ser formalizadas durante a próxima visita de Xi Jinping ao Brasil, em julho de 2025.
Parceria em infraestrutura
Rui Costa também antecipou que será firmado um acordo entre os governos do Brasil e da China para a criação de um fórum permanente de cooperação na área de infraestrutura, abrangendo os setores ferroviário e rodoviário. O objetivo é ampliar a participação de empresas chinesas na produção de trens, metrôs, VLTs e equipamentos no Brasil, além de facilitar o acesso às licitações de estradas, portos e aeroportos.
O fórum permitirá que empresas chinesas acompanhem antecipadamente os processos de concessões e leilões no Brasil, superando limitações dos prazos tradicionais dos editais, que, segundo o ministro, muitas vezes não são compatíveis com os modelos de decisão das empresas chinesas.
Discussões sobre adesão à iniciativa “Cinturão e Rota” também fizeram parte da pauta. O ministro afirmou que os países buscam sinergias em desenvolvimento, investimento, formação de profissionais e cooperação tecnológica, com destaque para a implantação de data centers, inteligência artificial e fortalecimento de cadeias produtivas no Brasil.
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