Quinta-feira (08/05/2025) — O preço da cesta básica de alimentos registrou alta em 15 das 17 capitais brasileiras analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no mês de abril de 2025. As maiores variações percentuais foram observadas em Porto Alegre (5,3%), Recife (4%), Vitória (4%) e São Paulo (3,2%), quando comparadas ao mês anterior.
De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira (08/05/2025), São Paulo manteve o maior custo médio da cesta básica entre as capitais, com valor de R$ 909,25, seguida por Florianópolis (R$ 858,20), Rio de Janeiro (R$ 849,70) e Porto Alegre (R$ 834,22). Já os menores valores foram identificados em Aracaju (R$ 579,93), Salvador (R$ 632,12), João Pessoa (R$ 641,57) e Recife (R$ 652,71).
Na comparação anual, entre abril de 2024 e abril de 2025, o preço da cesta apresentou aumento em 15 capitais, com destaque para São Paulo, onde a elevação foi de 10,5%, e Natal, com 3,92%. As únicas reduções ocorreram em Salvador (-1,25%) e Aracaju (-0,37%).
No acumulado entre janeiro e abril de 2025, o custo da cesta básica aumentou em todas as capitais pesquisadas. As variações ficaram entre 4,39%, em Brasília, e 10,94%, em Recife.
Com base no valor da cesta básica mais cara — verificada em São Paulo —, o Dieese calculou que o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas deveria ter sido, em abril, de R$ 7.638,62, o equivalente a 5,03 vezes o salário mínimo em vigor (R$ 1.518).
Produtos com maiores variações
Entre os produtos que mais influenciaram a alta no custo da cesta básica em abril, destacam-se o café em pó, a batata, o tomate e a carne bovina de primeira.
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O café em pó teve aumento de preço em todas as capitais, com destaque para Vitória, onde a alta foi de 15,5% em relação a março.
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A batata, analisada apenas na região Centro-Sul, também teve elevação generalizada, com variações entre 11%, em São Paulo, e 35%, em Porto Alegre.
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O tomate teve o preço elevado em 15 capitais, com os maiores aumentos em Porto Alegre (51,9%) e Vitória (34,2%).
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A carne bovina de primeira registrou alta em 11 capitais, variando entre 0,06% (São Paulo) e 1,08% (Florianópolis). Houve redução de preços em seis capitais, com destaque para Salvador (-2,81%). No acumulado de 12 meses, a carne subiu em todas as capitais, com os maiores aumentos verificados em Fortaleza (29,2%), Brasília (29%) e São Paulo (28,6%).
*Com informações da Agência Brasil.









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