Segunda-feira (26/05/2025) — O prefeito José Ronaldo de Carvalho (União Brasil), em entrevista ao programa “De Olho na Bahia”, transmitido pelo Grupo Lomes de Radiodifusão e conduzida por Osvaldo Lira e Gomes Nascimento, detalhou as principais ações e dificuldades enfrentadas na administração de Feira de Santana. O gestor abordou temas como a regularização da folha de pagamento, o reequilíbrio fiscal, os investimentos em mobilidade urbana, a segurança pública, as alianças institucionais com os governos estadual e federal, além de comentar sobre as eleições de 2026 e a sucessão municipal.
Situação fiscal e retomada da gestão
Ao assumir a Prefeitura, José Ronaldo encontrou a administração com dois a três meses de salários atrasados para diversos servidores. Segundo o prefeito, a regularização da folha foi uma das prioridades da gestão nos primeiros meses.
“É um esforço gigantesco que estamos fazendo. Hoje, os pagamentos estão em dia, e estamos trabalhando para manter essa regularidade, com planejamento e organização das contas públicas.”
O prefeito destacou que a administração trabalha com o objetivo de equilibrar receitas e despesas até o segundo semestre de 2025, com expectativa de melhorias significativas a partir de setembro ou outubro. A experiência acumulada em gestões anteriores tem sido fundamental para a tomada de decisões.
Mobilidade urbana: novos projetos e execução de obras
José Ronaldo anunciou que a Prefeitura está em fase final de elaboração do projeto executivo para a duplicação da Avenida Artêmia Pires, localizada na região do bairro Sim. A previsão é de que a licitação seja aberta em 90 a 120 dias.
O projeto inclui:
- 90% da via com pistas duplas;
- Modernização da sinalização e drenagem;
- Melhoria da conexão com regiões em crescimento, como Papagaio e Registro.
Outras medidas incluem a reestruturação do sistema semafórico da Avenida Getúlio Vargas e o estudo para implantação de sinaleiras inteligentes nas avenidas de maior fluxo.
O prefeito também confirmou que serão abertas novas avenidas e construídos mais três grandes corredores viários até o final do ano, além da previsão de mais um túnel conectando bairros da cidade.
Sobre o BRT, José Ronaldo afirmou que o projeto está funcionando conforme previsto, com a ligação entre os bairros Sim e o centro da cidade em plena operação, além de dois túneis já entregues que ajudaram a solucionar gargalos históricos de trânsito.
Segurança pública: limites da atuação municipal
Questionado sobre os altos índices de criminalidade em Feira de Santana, o prefeito reconheceu que a segurança é de competência do Estado, e que a Prefeitura não possui acesso à coordenação das polícias.
“Só posso me basear nas informações da imprensa. A insegurança é uma realidade que atinge toda a Bahia. Feira não foge dessa rotina.”
Apesar das limitações legais, o prefeito defendeu uma ação mais eficaz por parte do governo estadual e reiterou que a Prefeitura está disposta a colaborar dentro do que lhe compete.
Relação institucional e postura política
José Ronaldo reforçou que sua gestão tem mantido relações institucionais com o Governo do Estado e com o Governo Federal, independentemente de questões partidárias.
“Prometi uma relação respeitosa e institucional. Estou cumprindo isso. Estou focado na gestão, em planejar e executar projetos.”
Ele afirmou que está desenvolvendo um estudo em parceria com uma fundação nacional para viabilizar, via PPP, a construção de um novo hospital municipal, projeto que depende do apoio dos governos estadual e federal.
Sucessão municipal e alianças para 2026
O prefeito comentou sobre o papel do vice-prefeito e atual secretário de Educação, Pablo Roberto, na gestão. Pablo é apontado como possível sucessor, mas segundo José Ronaldo, o mesmo tem manifestado interesse em disputar uma vaga na Câmara Federal em 2026.
“Pablo teve papel importante na campanha e na gestão. Mas hoje, ele é pré-candidato a deputado federal.”
Quanto às eleições estaduais, o prefeito evitou adiantar posicionamentos. Ele reconheceu o peso político de ACM Neto (União) e Jaques Wagner (PT) e avaliou que uma oposição unida pode tornar a disputa em 2026 bastante acirrada, a exemplo do que ocorreu em 2022.
“O Brasil está dividido. A disputa será dura, se a oposição tiver juízo e se mantiver unida.”
Por fim, comentou que não será candidato e que seu foco é reestruturar a gestão de Feira de Santana.








Deixe um comentário