Nesta sexta-feira (23/05/2025), faleceu aos 81 anos o fotógrafo brasileiro Sebastião Ribeiro Salgado Júnior, considerado um dos mais importantes profissionais da fotografia documental no mundo. A informação foi confirmada pelo Instituto Terra, organização fundada por ele e sua esposa, Lélia Deluiz Wanick Salgado.
De acordo com o comunicado oficial, Sebastião Salgado sofria de um distúrbio sanguíneo decorrente de malária, contraída durante uma expedição na Indonésia. A doença comprometeu sua saúde, levando-o a se aposentar do trabalho de campo em 2024, após relatar que seu corpo já não suportava os efeitos de décadas de trabalho em condições ambientais extremas.
Trajetória profissional
Sebastião Salgado nasceu em Aimorés (MG), em 1944. Formado em economia, iniciou sua carreira na fotografia nos anos 1970, depois de se mudar para a França. Sua produção ganhou notoriedade mundial pelos registros em preto e branco, com foco em questões sociais, ambientais e humanitárias.
Entre seus trabalhos mais conhecidos estão:
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“Serra Pelada”, documentando a realidade dos garimpeiros na década de 1980;
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“Trabalhadores”, que retrata condições laborais em vários países;
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“Êxodos”, sobre movimentos migratórios e deslocamentos populacionais no mundo.
Salgado atuou em mais de 120 países, desenvolvendo projetos que abordaram desde conflitos armados até crises ambientais e sociais.
Prêmios e reconhecimentos
O fotógrafo recebeu prêmios internacionais e honrarias como:
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Comenda da Ordem do Rio Branco (Brasil);
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Membro da Academia de Belas Artes da França;
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Embaixador da Boa Vontade da UNICEF;
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Membro honorário da Academy of Arts and Science dos Estados Unidos.
Em uma de suas últimas entrevistas, ao jornal britânico The Guardian em 2024, declarou:
“Sei que não viverei muito mais. Mas não quero viver muito mais. Já vivi tanto e vi tantas coisas.”
Legado ambiental
Além da fotografia, Salgado também ficou conhecido por sua atuação ambiental. Ao lado de sua esposa, fundou o Instituto Terra, voltado para a recuperação de áreas degradadas da Mata Atlântica no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. A organização é reconhecida internacionalmente como um modelo de restauração ecológica.
O Instituto destacou em nota:
“Sebastião foi muito mais do que um dos maiores fotógrafos de nosso tempo. Ao lado de sua companheira, fez florescer a ideia de que a restauração ambiental é também um gesto profundo de amor pela humanidade.”
Frases marcantes
Em uma cerimônia de premiação em Londres, Sebastião declarou:
“A fotografia é o espelho da sociedade.” Outra fala marcante foi: “Não sou um artista. Sou um fotógrafo. Tenho sido um emissário da sociedade da qual faço parte.”
*Com informações do site G1.
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