Senado aprova reajuste para servidores do Executivo federal; Projeto segue para sanção presidencial

Texto inclui reestruturação de carreiras, criação de cargos e unificação de gratificações.
Texto inclui reestruturação de carreiras, criação de cargos e unificação de gratificações.

O Senado Federal aprovou, em votação simbólica, o Projeto de Lei 1.466/2025, que concede reajustes salariais aos servidores do Executivo federal, além de promover a reestruturação de carreiras, criação e transformação de cargos e unificação de gratificações. A proposta segue agora para sanção presidencial.

O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), informou que o texto é resultado de negociações conduzidas pelo Ministério da Gestão e da Inovação, abrangendo quase todas as carreiras da administração direta e indireta.

O projeto uniformiza regras de remuneração e estruturação de carreiras e cargos públicos, atendendo ao interesse público”, declarou o relator ao apresentar seu parecer.

Em seu relatório, Rogério Carvalho rejeitou as 61 emendas apresentadas e destacou que a maioria dos servidores ficou sem reajustes entre 2017 e 2022.

A ideia de um Estado mínimo não dialoga com as necessidades do desenvolvimento econômico, social, industrial e ambiental do Brasil”, afirmou.

Reajustes salariais diferenciados até 2026

Os reajustes não são uniformes entre as categorias, pois foram definidos segundo critérios de negociação e diretrizes de política remuneratória do governo.

Os cargos em comissão (CCE) e funções de confiança (FCE) terão aumento de:

  • 9% para os níveis mais baixos (CCE 1 e FCE 1)

  • 69% para os níveis mais altos (CCE 18 e FCE 18) até 2026, passando de R$ 18.887 para R$ 31.919.

Delegados em fim de carreira de ex-territórios terão reajuste de 24% em dois anos, passando de R$ 33.721 para R$ 41.350 em 2026.

Servidores que não participaram de negociações receberão:

  • 9% de reajuste em 2025

  • 9% em 2026, com retroativo pago desde maio.

Carreiras com subsídio terão reajuste maior

Servidores de carreiras remuneradas por subsídio, como:

  • Diplomatas

  • Auditores do Banco Central

  • Analistas da Superintendência de Seguros Privados (Susep)

  • Analistas e inspetores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

  • Técnicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

  • Auditores de Finanças e Controle (AFC)

receberão 23% de reajuste em dois anos, elevando os salários no topo da carreira de R$ 29.832 para R$ 36.694 em 2026.

Impacto no magistério federal

Professores de instituições federais de ensino, em regime de dedicação exclusiva com doutorado no topo da carreira, terão aumento de 17% até 2026, subindo de R$ 22.377 para R$ 26.326.

O projeto também cria dois novos cargos na área técnico-administrativa:

  • Analista em Educação (nível superior)6.060 vagas

  • Técnico em Educação (nível intermediário)4.040 vagas

Esses cargos surgirão a partir da transformação de postos vagos, com atribuições adaptadas às necessidades das universidades.

Mudanças na progressão e capacitação

A partir de 1º de janeiro de 2025, técnicos das universidades precisarão:

  • Aprovação em avaliação de desempenho para progredir anualmente.

  • Cumprimento de programa de capacitação, com certificação compatível ao cargo, respeitando no mínimo cinco anos de efetivo exercício.

O adicional por qualificação será calculado sobre o padrão de vencimento e poderá alcançar até 75% do salário para servidores com doutorado, mesmo em área não diretamente relacionada ao cargo.

Críticas e impactos fiscais

Senadores como Eduardo Girão (Novo-CE) e Cleitinho (Republicanos-MG) se posicionaram contra o projeto.

Teremos um impacto de R$ 17,9 bilhões em 2025, R$ 26,7 bilhões em 2026 e R$ 29,1 bilhões em 2027. O impacto total chega a aproximadamente R$ 100 bilhões, enquanto o governo alega dificuldades para financiar saúde e educação”, afirmou Girão.

A proposta também recebeu críticas de Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), Rogério Marinho (PL-RN) e Izalci Lucas (PL-DF), que questionaram o aumento de despesas públicas.

*Com informações da Agência Senado.


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