Na quinta-feira (08/05/2025), o vereador de Itabuna, Manoel Porfírio, retirou sua pré-candidatura à presidência do Partido dos Trabalhadores na Bahia e declarou apoio ao atual secretário de Finanças da sigla, Tássio Brito. O anúncio foi feito durante reunião que contou com a presença do deputado federal Joseildo Ramos e do deputado estadual Osni Cardoso, consolidando uma tendência de convergência interna em torno de um nome único para liderar o diretório estadual.
Com a desistência de Porfírio, Tássio Brito passa a contar com o apoio de cinco ex-pré-candidatos, incluindo Edízio Nunes (corrente Avante), Tagner Cerqueira (Movimento PT), Osmar “Jojó” Galdino (Resistir e Avançar) e Lucineia Durães (Esquerda Popular Socialista). O movimento amplia as possibilidades de uma candidatura consensual, que busca preservar a unidade partidária e evitar disputas internas.
Apoio de Jaques Wagner e trajetória de liderança
Tássio Brito conta com o respaldo público do senador Jaques Wagner, uma das principais lideranças do PT na Bahia e articulador do processo de renovação dos quadros do partido. Em declaração durante o evento, Tássio destacou o valor do apoio de Porfírio e reiterou seu compromisso com a construção coletiva:
“Seguimos conversando e dialogando. Temos a consciência dos nossos desafios e a unidade partidária nos dará mais condições de superá-los”, afirmou.
Nascido em Itabuna, Tássio é oriundo do movimento estudantil, tendo sido coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes da UESC e vice-presidente nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE). Com atuação consolidada na política partidária, foi dirigente municipal do PT em Itabuna, vice-presidente estadual e atualmente exerce o cargo de secretário de Finanças do PT Bahia.
Contexto político e articulação interna
O avanço da candidatura de Tássio Brito representa um esforço de setores do partido pela unificação em torno de lideranças jovens e com histórico de militância orgânica. A retirada coordenada de diversas pré-candidaturas indica um movimento interno para evitar fragmentações e fortalecer o PT no cenário político estadual.
A direção nacional do partido acompanha o processo, que pode servir como referência para outras disputas internas, especialmente em um momento em que o partido busca reafirmar sua presença institucional e consolidar lideranças regionais com inserção nos movimentos sociais e na juventude.










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