A transmissão da tuberculose ocorre durante todo o ano, sem relação com períodos sazonais, de acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana (SMS). A doença, que é infecciosa e transmitida pelo ar, apresenta maior risco de propagação em ambientes fechados e mal ventilados.
Em 2024, o Programa Municipal de Controle da Tuberculose registrou 125 novos casos da doença no município. No ano anterior, o número foi de 157 registros. Em 2025, até o mês de março, já foram confirmados 23 novos casos, com os dados permanecendo em atualização.
A enfermeira Gilca Lessa, referência técnica do programa, explica que a tuberculose pulmonar é transmitida por meio da inalação de partículas contaminadas quando a pessoa infectada tosse, fala ou espirra. Ela reforça que a condição não apresenta sazonalidade.
“Os casos podem ocorrer ao longo de todo o ano”, afirma.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico da tuberculose é feito com base em avaliação clínica e exames laboratoriais, como o Teste Rápido Molecular, baciloscopia (exame do escarro), raio-X de tórax e o PPD. Com exceção do raio-X, todos os exames são realizados no próprio programa municipal. Para a radiografia, o paciente é encaminhado ao Centro Municipal de Diagnóstico por Imagem (CMDI).
O tratamento é gratuito, tem duração média de seis meses e deve ser mantido mesmo com o desaparecimento dos sintomas.
“A interrupção pode tornar a bactéria resistente aos medicamentos”, explica Gilca.
Segundo ela, a adesão correta ao tratamento pode garantir até 100% de cura. Já uma pessoa não tratada pode transmitir a doença para até 15 outras ao longo de um ano.
O serviço é oferecido no Centro Municipal de Controle da Tuberculose, que funciona no Centro de Saúde Especializado Dr. Leone Coelho Leda, localizado na rua Geminiano Costa, em Feira de Santana.
Prevenção
A principal medida preventiva é a vacina BCG, recomendada para recém-nascidos até 12 horas após o nascimento. Também são estratégias preventivas o diagnóstico precoce, o tratamento adequado, a avaliação dos contatos diretos e o tratamento da infecção latente, que visa evitar o desenvolvimento da doença em pessoas que já foram infectadas, mas não apresentam sintomas.








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