Salvador, sexta-feira (27/06/2025) – O presidente do Partido dos Trabalhadores da Bahia (PT-BA), Éden Valadares, contestou as críticas do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), à política de aumento de impostos do governo federal. Em declaração pública, Éden acusou o opositor de incoerência ao se posicionar contra a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), enquanto gestões vinculadas a Neto na capital baiana implementaram sucessivos reajustes tributários e tarifários.
A crítica ao discurso de oposição ao IOF
Durante entrevista recente, ACM Neto criticou a proposta de aumento do IOF, afirmando ser contrário à elevação de impostos em nível nacional. A fala motivou a reação do dirigente petista, que argumentou que Salvador, sob a administração de Neto e seu sucessor, o atual prefeito Bruno Reis, registrou aumentos relevantes em impostos municipais e tarifas públicas.
“Agora eu vi novidade. ACM Neto dizendo que é contra aumento de impostos no Brasil. Resta saber se na cabeça dele Salvador não fica no Brasil”, ironizou Éden, ao mencionar o reajuste da tarifa de ônibus realizado em janeiro de 2025 e a correção de 4,87% no IPTU, já prevista para este ano.
Aumento de tributos e impacto na população
Segundo Éden Valadares, os governos de ACM Neto e Bruno Reis adotaram políticas que ampliaram significativamente a carga tributária sobre os soteropolitanos. Entre os principais reajustes mencionados, o presidente do PT destacou:
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Aumento da taxa de iluminação pública em 35%;
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Reajuste de 50% na tarifa de coleta de lixo;
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Elevação de 75% no ISS (Imposto sobre Serviços) aplicado ao setor de saúde.
Tais medidas, segundo o dirigente petista, teriam ampliado o custo de vida, sobretudo entre os segmentos mais vulneráveis da população.
“Quem tem a passagem de ônibus mais cara do Nordeste e o maior IPTU do país não tem moral para falar de impostos”, afirmou Valadares, enfatizando o contraste entre o discurso político do ex-prefeito e a realidade fiscal vivenciada em Salvador.
Oposição ao governo federal e contexto nacional
ACM Neto tem se posicionado publicamente contra medidas de recomposição fiscal adotadas pelo governo federal, incluindo propostas que visam ampliar a arrecadação com foco na tributação de camadas mais abastadas da sociedade. O ex-prefeito criticou o aumento do IOF como forma de financiar políticas públicas.
Em contraposição, Éden Valadares sustentou que a medida do governo Lula buscava alcançar os mais ricos e financiar programas sociais, lamentando a rejeição da proposta no Congresso Nacional:
“A elite representada no Congresso derrotou o governo, preservou emendas parlamentares e cortou programas sociais. Lamentável”, concluiu o presidente estadual do PT.








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