Nesta quarta-feira (25/06/2024), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da Pesquisa Industrial Anual – Empresa (PIA-Empresa) referentes ao ano de 2023. O levantamento mostrou que, na Bahia, houve crescimento pelo quarto ano consecutivo no número de unidades industriais e, pelo terceiro ano seguido, no total de pessoas ocupadas no setor. Contudo, o valor da transformação industrial (VTI), indicador que aproxima a contribuição do setor ao Produto Interno Bruto (PIB), apresentou queda nominal de 8,4% em relação a 2022.
Crescimento no número de unidades e empregos
Em 2023, a Bahia contabilizou 6.507 unidades locais de empresas industriais com cinco ou mais pessoas ocupadas, um acréscimo de 5,0% (ou +309 unidades) em relação ao ano anterior, atingindo o maior patamar desde 2007, início da série histórica da pesquisa. Com isso, o estado manteve o 8º lugar nacional nesse indicador e a liderança na região Norte-Nordeste, com 3,1% do total nacional de unidades industriais.
Quanto ao emprego, a indústria baiana empregava 252.585 pessoas em 2023, 1,6% a mais do que em 2022, quando havia 248.685 trabalhadores no setor. Foi o maior contingente registrado desde 2007.
Queda no valor da transformação industrial
Apesar da expansão em estrutura e mão de obra, o VTI da indústria baiana foi de R$ 65,0 bilhões, o que representa uma redução nominal de R$ 5,9 bilhões frente a 2022. Com a queda, a Bahia recuou para a 8ª posição nacional, superada pelo Amazonas. O estado respondeu por 2,8% do VTI nacional, que totalizou R$ 2,36 trilhões em 2023.
Alimentos lideram expansão; produtos químicos lideram perdas
A fabricação de produtos alimentícios foi o segmento que mais cresceu em número de unidades e empregos. Entre 2022 e 2023, foram +157 unidades locais (alta de 11,6%) e +3.164 trabalhadores, totalizando 1.507 unidades e 47.410 empregados, o que corresponde a 18,8% do total de ocupados na indústria do estado.
Por outro lado, a fabricação de produtos químicos registrou a maior queda no valor gerado, passando de R$ 14,1 bilhões em 2022 para R$ 9,4 bilhões em 2023 (-33,3%). A atividade de couros e calçados também apresentou queda expressiva de emprego (-2.316 trabalhadores).
Participação regional e perda de protagonismo
Mesmo com a queda no VTI, a Bahia manteve em 33,4% sua participação no valor gerado pela indústria do Nordeste. Em 2014, essa fatia era de 41,2%, o que evidencia uma perda de 7,8 pontos percentuais em dez anos. Pernambuco, Ceará e Maranhão ampliaram sua participação no período, apontando um processo de redistribuição regional da atividade industrial.
Destaques positivos e negativos por atividade
Atividades com maior aumento no VTI:
- Metalurgia: +R$ 1,19 bilhão (+50,1%)
- Produtos alimentícios: +R$ 462 milhões (+4,5%)
Atividades com maior queda no VTI:
- Produtos químicos: -R$ 4,7 bilhões (-33,3%)
- Couros, calçados e artigos de viagem: -2.316 trabalhadores (-5,5%)
Principais dados
1. Estrutura Industrial na Bahia (2023)
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Unidades industriais: 6.507
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Crescimento anual: +309 unidades (+5,0%)
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Participação nacional: 3,1% das unidades industriais com 5 ou mais ocupados
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Posição nacional: 8º lugar
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Liderança regional: 1º lugar no Norte-Nordeste
2. Emprego na Indústria Baiana (2023)
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Pessoas ocupadas: 252.585
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Variação em relação a 2022: +3.900 trabalhadores (+1,6%)
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Maior contingente desde: 2007
3. Valor da Transformação Industrial (VTI)
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VTI total: R$ 65,0 bilhões
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Queda nominal em relação a 2022: -R$ 5,9 bilhões (-8,4%)
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Posição no ranking nacional: 8ª posição (perda de uma posição para o Amazonas)
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Participação nacional: 2,8% do VTI do país
4. Segmentos com Maior Crescimento (2023)
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Fabricação de alimentos:
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+157 unidades (+11,6%)
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+3.164 trabalhadores (+7,2%)
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Total: 1.507 unidades e 47.410 trabalhadores
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Representatividade no emprego industrial: 18,8%
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Metalurgia:
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Aumento no VTI: +R$ 1,19 bilhão (+50,1%)
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Produtos alimentícios (VTI):
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Aumento no VTI: +R$ 462 milhões (+4,5%)
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5. Segmentos com Maior Queda (2023)
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Produtos químicos:
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Redução no VTI: -R$ 4,7 bilhões (-33,3%)
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VTI total em 2023: R$ 9,4 bilhões
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Couros, calçados e artigos de viagem:
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Perda de empregos: -2.316 trabalhadores (-5,5%)
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6. Participação no Nordeste
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Participação da Bahia no VTI regional (2023): 33,4%
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Participação da Bahia em 2014: 41,2%
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Perda de participação regional (2014–2023): -7,8 pontos percentuais
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Estados que mais ganharam participação no período:
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Pernambuco: +5,5 p.p. (de 17,2% para 22,7%)
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Ceará: +2,7 p.p. (de 14,4% para 17,1%)
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Maranhão: +1,2 p.p. (de 5,1% para 6,3%)
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