Investidores institucionais estão reduzindo a exposição aos mercados dos Estados Unidos, segundo relatório divulgado pelo Financial Times (FT). As principais causas são o aumento da dívida pública norte-americana e a instabilidade gerada pela política comercial do ex-presidente Donald Trump.
De acordo com a publicação, as tarifas comerciais e os impactos do projeto de lei tributária de Trump, que adicionará cerca de US$ 2,4 trilhões (aproximadamente R$ 13,5 trilhões) à dívida nacional, provocaram queda do dólar e desempenho inferior das ações norte-americanas em relação às europeias.
O movimento já reflete nas decisões de grandes fundos internacionais. O Fundo de Depósito e Investimento de Quebec, entre outros, anunciou planos para reduzir a exposição aos EUA e diversificar aportes em mercados como Reino Unido, França e Alemanha.
A publicação destaca que a percepção de que o chamado “excepcionalismo norte-americano” pode estar em declínio vem ganhando força entre os investidores globais.
Panorama dos mercados
Apesar de o mercado dos Estados Unidos continuar sendo considerado o mais profundo do mundo, seus índices apresentam sinais de enfraquecimento. Enquanto o S&P 500 registra crescimento modesto, o índice europeu Stoxx 600 demonstra ganhos mais robustos no mesmo período. Além disso, o dólar opera próximo da mínima em três anos, o que reforça a cautela dos investidores.
A Europa se tornou destino preferencial desse fluxo de capital, beneficiada por programas de investimento público, especialmente na Alemanha, e por maior estabilidade política e econômica. Empresas como Blackstone e Neuberger Berman estão ampliando investimentos no continente.
Desafios e limitações da migração de capitais
Apesar da movimentação, especialistas ouvidos pelo Financial Times avaliam que Europa e Ásia ainda enfrentam desafios estruturais. Crescimento econômico mais lento, altos níveis de regulamentação e, no caso da Ásia, a complexidade do ambiente regulatório na China, são apontados como entraves para que essas regiões substituam de forma definitiva os Estados Unidos como principal destino de investimentos globais.
Declarações recentes
Na última semana, Donald Trump defendeu publicamente a eliminação do teto da dívida pública dos Estados Unidos, alegando ser a única forma de evitar uma catástrofe econômica iminente.
*Com informações da Sputnik News.











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