A 33ª edição da Marcha para Jesus, realizada nesta quinta-feira (19/06/2025), em São Paulo, reuniu cerca de 2 milhões de pessoas em mais de 20 mil caravanas, segundo a organização. O evento ocorreu na região central e zona norte da cidade, com saída do Metrô Luz e percurso até a Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira, próxima ao Campo de Marte. A caminhada foi seguida por shows que começaram às 12h e se estenderam até o início da noite.
O evento manteve um tom político, com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (PL), e do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), ambos ligados a congregações evangélicas. Eles participaram ao lado do presidente da Marcha para Jesus, Estevam Hernandes, que destacou os dois públicos principais da marcha: famílias na caminhada e jovens nos shows.
Durante a caminhada, Freitas carregou uma bandeira de Israel, representando uma das diversas bandeiras levadas pelos participantes. As falas durante o evento enfatizaram a solidariedade à comunidade judaica sionista, com menções a “benção para a vitória” e “vitória divina”. Contudo, os discursos evitaram referências diretas a conflitos envolvendo povos islâmicos e às recentes ações militares no Oriente Médio, como bombardeios e assassinatos de lideranças iranianas.
A liderança da comunidade judaica brasileira esteve representada pelo empresário Claudio Lottemberg, que destacou a proximidade histórica entre judeus e cristãos.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enviou uma mensagem lida pelo Advogado-Geral da União, Jorge Messias, que participou do evento como representante do chefe do Executivo. Na carta, Lula mencionou a sanção da lei que instituiu o Dia Nacional da Marcha para Jesus, em 2009, durante seu segundo mandato presidencial. O presidente ressaltou o compromisso com a liberdade religiosa e o respeito à diversidade de crenças, afirmando que a pluralidade religiosa é uma das riquezas da democracia brasileira.
*Com informações da Agência Brasil.










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