A Marcha para Jesus de 2025, prevista para o dia 9 de agosto, deve contar com recursos significativos e apoio do poder público municipal, conforme expectativa manifestada por vereadores durante a sessão solene da Câmara Municipal de Feira de Santana realizada na noite de quarta-feira (11/06/20255), que celebrou os 30 anos do evento.
A sessão reuniu parlamentares que enfatizaram a relevância da Marcha, apontando-a não apenas como manifestação religiosa, mas também como evento cultural que merece investimentos compatíveis com sua representatividade. O vereador Ismael Bastos (PL) destacou a necessidade de recursos robustos e comparou o evento à Micareta, ressaltando a importância da participação de grandes artistas nacionais e locais.
Em consonância, o vereador Pedro Américo (Cidadania) afirmou que o poder público deve oferecer estrutura e recursos adequados para a realização da Marcha, considerando o impacto do evento para a comunidade local. Já o vereador Silvio Dias (PT), apesar de ser católico, defendeu a valorização da Marcha e o apoio do Estado e do Município, afirmando que o poder público deve manter diálogo com todas as igrejas.
Vereadores evangélicos reforçaram a importância da Marcha para Jesus como momento de unificação das igrejas e ressaltaram a necessidade de que representantes políticos priorizem as demandas desse segmento religioso. O vereador Eli Ribeiro (Republicanos) destacou a influência política do grupo e a necessidade de evolução no pensamento dos cristãos sobre suas escolhas políticas. O vereador Edvaldo Lima (União Brasil) reconheceu desafios na cidade para “honrar o nome do Senhor” e agradeceu a iniciativa de promover a sessão solene.
O deputado estadual José de Arimateia (Republicanos) ressaltou o crescimento da Marcha e sugeriu sua descentralização para mobilizar bairros simultaneamente. Ele também parabenizou o presidente da Câmara, Marcos Lima (União Brasil), pela condução dos trabalhos na Casa. A mesa de honra contou com representantes do Executivo municipal, pastores e lideranças religiosas.
Críticas à ausência da Secretaria de Cultura na sessão solene
A ausência do secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Cristiano Lobo, ou de representantes da pasta na sessão solene gerou críticas entre os vereadores. O autor do requerimento que propôs a sessão, Jorge Oliveira (PRD), expressou desapontamento pela falta de presença, destacando a importância cultural da Marcha e seu reconhecimento no calendário oficial do Município como patrimônio imaterial.
O vereador Pastor Valdemir (PP) criticou a postura da Secretaria, lembrando que a contratação das atrações passa pela pasta, e cobrou maior valorização do evento. Ismael Bastos reiterou a crítica, mencionando a expressiva participação evangélica na população local, que passou de 31,6% para 35%, segundo dados do IBGE de 2022, e seu peso nas eleições municipais.
O vereador Eli Ribeiro ressaltou que o poder público precisa tratar o evento com respeito, independentemente de credos religiosos. O vereador Edvaldo Lima também criticou a ausência da Secretaria e elogiou a iniciativa da sessão solene. Estiveram presentes ainda os vereadores Marcos Lima (presidente da Câmara), Silvio Dias (PT) e Pedro Américo (Cidadania).











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