ONU denuncia morte de 410 palestinos durante busca por ajuda humanitária em Gaza

O Escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou que pelo menos 410 palestinos foram mortos enquanto tentavam acessar centros de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. As mortes, ocorridas entre 27 de maio e meados de junho de 2025, levantam suspeitas de possíveis crimes de guerra, segundo avaliação do órgão internacional.

A denúncia foi divulgada em Genebra, quase um mês após o início das atividades da Fundação Humanitária de Gaza, organização apoiada por Israel e Estados Unidos para suprir as necessidades emergenciais da população local. A operação, no entanto, tem sido marcada por conflitos, tiroteios e confusão nos pontos de distribuição de alimentos.

De acordo com o porta-voz do Escritório da ONU, Thameen Al-Keetan, os civis foram mortos ao tentarem alcançar suprimentos em meio ao caos provocado por abordagens militares. “O mecanismo militarizado de assistência humanitária de Israel está em contradição com os padrões internacionais de distribuição de ajuda”, afirmou o porta-voz. Segundo ele, muitos dos mortos foram alvejados por tiros disparados pelas Forças de Defesa de Israel (FDI).

A ONU também relatou que 93 pessoas foram mortas ao tentarem se aproximar de comboios humanitários remanescentes operados por agências das Nações Unidas e outras entidades internacionais. Os incidentes evidenciam, segundo o relatório, a gravidade da crise humanitária em curso em Gaza, onde civis continuam expostos a riscos constantes durante ações de socorro.

Em alerta anterior, o Escritório de Direitos Humanos já havia condenado a execução sumária de funcionários palestinos vinculados à Fundação Humanitária de Gaza, supostamente por homens armados ligados ao Hamas. O órgão reiterou a necessidade de investigações independentes e de responsabilização pelos crimes cometidos.

A atualização mais recente do Escritório da ONU de Assistência Humanitária aponta que dezenas de pessoas, incluindo crianças e idosos, estão sendo mortas ou feridas diariamente em Gaza. O relatório indica que as operações humanitárias seguem insuficientes, sem capacidade de atender adequadamente os sobreviventes do conflito.

*Com informações da ONU News.


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