Os líderes dos partidos de oposição em Israel decidiram, de forma unânime, colocar em votação o projeto de lei para dissolver o Knesset, o parlamento israelense, abrindo a possibilidade de eleições antecipadas. A medida visa derrubar o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, atualmente sustentado por uma coalizão com maioria mínima.
Início da sessão e estratégia da coalizão
A sessão do Knesset teve início nesta quarta-feira (14/05/2025), mas a coalizão de Netanyahu adiou a votação para o fim da tarde ou início da noite, buscando ganhar tempo para articulações políticas. A legislação prevê que, se o projeto de dissolução for rejeitado, ele não poderá ser reapresentado em um intervalo de seis meses, colocando a oposição diante de um risco político considerável.
Situação da maioria parlamentar
Atualmente, a coalizão do primeiro-ministro possui 68 dos 120 assentos do parlamento. O partido Judaísmo Unido da Torá (UTJ), aliado do governo, detém apenas sete cadeiras, insuficientes para garantir a dissolução por conta própria. A oposição aposta no apoio do partido Shas, da ultraortodoxia sefardita, que possui 11 assentos.
Se o Shas se juntar ao UTJ e votar pela dissolução, a coalizão governista ficaria com apenas 50 cadeiras, abaixo da maioria mínima de 61 deputados necessária para sustentar o governo.
Processo legislativo para a dissolução do Knesset
A aprovação da dissolução do Knesset exige quatro votações sucessivas, sendo a primeira realizada nesta quarta-feira (14/05/2025). As demais ocorrerão até 27 de julho, data em que o parlamento entra em recesso, com retorno previsto para 19 de outubro.
Possibilidade de eleições antecipadas
Caso o processo legal e político seja concluído com a aprovação da dissolução, a data prevista para as novas eleições é 21 de outubro de 2025. A decisão abre um cenário de instabilidade política e mobiliza esforços de todos os partidos para garantir apoio nas próximas votações.
*Com informações da RFI.








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