A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou, na segunda-feira (02/06/2025), ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer recomendando a manutenção da prisão do general Walter Braga Netto, detido no contexto das investigações relacionadas à trama golpista. Braga Netto é réu na ação penal que apura a tentativa de golpe contra as instituições democráticas.
O general da reserva, que foi vice na chapa presidencial de Jair Bolsonaro em 2022, está preso desde dezembro de 2024. Ele é acusado de tentar obter informações sigilosas da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Bolsonaro.
O parecer foi enviado em resposta a um recurso da defesa do general, que contestou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que manteve a prisão preventiva em 22 de maio de 2025.
No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustentou que a prisão deve permanecer para assegurar o curso adequado do processo judicial.
“A gravidade concreta dos delitos, a lesividade das condutas e os perigos de reiteração delitiva e de obstáculo à instrução criminal são motivos suficientes a evidenciar a contemporaneidade e justificar a manutenção da custódia cautela”, declarou Gonet.
O parecer da PGR reforça que a prisão preventiva não pode ser substituída por medidas cautelares menos rigorosas, considerando os riscos identificados na investigação.
Com o parecer apresentado, o ministro Alexandre de Moraes deverá reavaliar o pedido da defesa de Braga Netto. Até o momento, não há previsão para a nova decisão.
*Com informações da Agência Brasil.








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