O cantor, compositor e mestre de capoeira Tonho Matéria foi escolhido para acender a pira do Fogo Simbólico durante os festejos da Independência da Bahia, celebrados nesta terça-feira (02/07/2025), na Praça do Campo Grande, em Salvador. O ato simbólico ocorre após a chegada dos carros dos Caboclos, com início da programação previsto para 16 horas.
A cerimônia contará com o hasteamento das bandeiras nacional, estadual e municipal, conduzido por autoridades civis e militares, além da execução do Hino Nacional pelas bandas da Marinha, Exército e Aeronáutica. Em seguida, será realizada a colocação de coroas de flores no Monumento ao 2 de Julho, homenageando os combatentes da luta pela independência do Brasil na Bahia.
O momento do acendimento da pira do Fogo Simbólico será conduzido por Tonho Matéria, artista com trajetória ligada à cultura afro-brasileira e à valorização da capoeira como expressão histórica e cultural. Após o acendimento, será executado o Hino ao 2 de Julho por um coral, acompanhado pela banda Maestro Wanderley, da Polícia Militar da Bahia.
Segundo a Fundação Gregório de Mattos (FGM), a escolha de Tonho Matéria reflete a intenção de ampliar o simbolismo do ato com uma figura que representa a conexão entre arte, esporte e identidade cultural afro-baiana.
“Tradicionalmente, o acendimento é realizado por um atleta. Este ano, optamos por um artista que também é mestre de capoeira, com forte vínculo com o 2 de Julho”, afirmou o presidente da FGM, Fernando Guerreiro.
Em declaração oficial, Tonho Matéria celebrou a escolha.
“É uma honra participar de um momento tão importante da história da Bahia. Estarei representando a capoeira, como expressão de resistência, memória e identidade”, declarou.
Sobre Tonho Matéria
Nascido em Salvador, Tonho Matéria tem 61 anos e é reconhecido por sua atuação como cantor, produtor cultural e mestre de capoeira. Teve destaque no grupo Olodum, nos anos 1990, e desenvolveu uma carreira solo pautada pela valorização das tradições afro-baianas. Também lidera projetos de formação e inclusão por meio da arte e da cultura popular, com destaque para o trabalho desenvolvido no Grupo Mangangá.











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