Nesta quinta-feira (03/07/2025), o conselheiro Mário Negromonte participou de sua última sessão no Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia (TCM-BA), em virtude da aposentadoria compulsória aos 75 anos, conforme determina a legislação vigente para o funcionalismo público. O conselheiro encerra uma trajetória de 11 anos na Corte, marcada por atuação técnica, política e administrativa.
Negromonte será substituído por um integrante do Ministério Público de Contas, que deverá ser indicado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e submetido à aprovação da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
Durante a sessão, Mário Negromonte relatou e apresentou parecer prévio recomendando a aprovação com ressalvas das contas de 2022 das prefeituras de Feira de Santana, Santana (voto-vista) e Serra do Ramalho. O momento antecedeu uma série de homenagens feitas por colegas conselheiros, representantes de órgãos de controle, familiares e autoridades políticas.
Estiveram presentes, entre outros, o deputado federal Mário Negromonte Júnior, o ex-deputado Jabes Ribeiro, o conselheiro aposentado Fernando Vita, o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Marcus Presidio, o conselheiro Inaldo Araújo (TCE-BA), além de prefeitos, técnicos e servidores do TCM.
Presidente do TCM destaca atuação técnica e política
O presidente do TCM-BA, Francisco de Souza Andrade Netto, destacou em discurso a contribuição de Negromonte para o fortalecimento institucional da Corte. Em sua fala, enfatizou a importância da renovação nos quadros públicos, mas ressaltou a marca deixada pelo conselheiro:
“As instituições precisam ser oxigenadas para cumprir o dever com a sociedade. Mas é inegável que o conselheiro Mário Negromonte continuará a contribuir com a Bahia e o Brasil com sua experiência acumulada como parlamentar e ministro das Cidades.”
Francisco Netto também mencionou o caráter pedagógico de sua atuação, ao afirmar que Negromonte contribuiu para a eficiência das gestões municipais, orientando, advertindo, determinando e punindo, quando necessário, com base na legalidade e na responsabilidade fiscal.
Perfil municipalista e defesa de novo pacto federativo
O discurso do presidente do TCM ainda destacou o perfil municipalista de Negromonte, que teria priorizado a escuta das demandas sociais e o fortalecimento da capacidade institucional dos entes locais. Também foi citada sua defesa por um novo pacto federativo, com redistribuição mais justa das receitas tributárias entre União, estados e municípios.
Durante a sessão, outros conselheiros fizeram pronunciamentos elogiando a carreira política de Negromonte, com passagens pela Câmara dos Deputados, pelo Ministério das Cidades e pela própria Corte de Contas Municipal.
Ministério Público de Contas destaca integridade
Em nome do Ministério Público de Contas, a procuradora Camila Vasquez ressaltou o “legado de integridade e excelência técnica” deixado por Negromonte. Já o conselheiro aposentado Fernando Vita fez uso da palavra para enfatizar os vínculos de amizade e o comprometimento institucional do colega que se despedia.
Declaração final e visão sobre o papel do TCM
Ao agradecer as homenagens, Mário Negromonte declarou que deixa o Tribunal com a consciência tranquila de ter cumprido seu papel:
“Aqui não se trata apenas de examinar contas; trata-se de cuidar da integridade dos recursos públicos, da efetividade das políticas públicas e da confiança da sociedade nas instituições democráticas.”
O conselheiro também afirmou que os princípios que nortearam sua atuação foram a integridade, a responsabilidade, a imparcialidade e o compromisso com a coisa pública, encerrando com a seguinte reflexão:
“Esta casa perde um conselheiro, mas ganha mais um cidadão comprometido com os valores que a sustentam.”
Substituição e próximos passos institucionais
Com a aposentadoria de Mário Negromonte, inicia-se o processo formal de indicação de um novo membro do TCM, a ser feito pelo governador da Bahia. O escolhido deverá ser oriundo do Ministério Público de Contas, conforme estabelecido pela Constituição do Estado da Bahia, e terá que ser aprovado por maioria absoluta da ALBA.
A definição do novo conselheiro ocorre em um momento de recomposição institucional e poderá refletir o alinhamento político e técnico do Executivo com os órgãos de controle.
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