Deputado Nikolas Ferreira critica STF, defende ex-presidente Jair Bolsonaro e questiona legitimidade institucional em vídeo nas redes sociais

Em vídeo publicado no domingo (20/07/2025), deputado Nikolas Ferreira discursa em defesa de Jair Bolsonaro, ataca o STF e associa decisões judiciais a uma suposta estratégia para inviabilizar a oposição no Brasil.
Deputado federal Nikolas Ferreira denuncia perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro, critica atuação do ministro Alexandre de Moraes e convoca militância conservadora à mobilização nacional.

No domingo (20/07/2025), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou um vídeo em suas redes sociais no qual apresenta uma crítica contundente às medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). No conteúdo, o parlamentar denuncia uma suposta criminalização da oposição, acusa o Judiciário de promover desequilíbrio institucional e defende que o Brasil atravessa um processo de erosão democrática.

Medidas contra Bolsonaro e suposta perseguição política

Nikolas Ferreira questiona a proporcionalidade das medidas impostas a Bolsonaro, que incluem:

  • uso de tornozeleira eletrônica;

  • recolhimento domiciliar noturno (das 19h às 7h);

  • proibição de contato com diplomatas estrangeiros;

  • restrição de comunicação com o próprio filho, o deputado Eduardo Bolsonaro;

  • suspensão do uso de redes sociais;

  • busca e apreensão com apreensão de US$ 14 mil.

Segundo o deputado, tais medidas configuram uma tentativa de silenciar o maior líder popular da oposição, acusando o Judiciário de extrapolar suas atribuições constitucionais. Ele defende que a suposta tentativa de golpe atribuída a Bolsonaro não possui lastro jurídico concreto.

“Não estamos falando de corrupção, pandemia ou qualquer condenação já julgada. Estamos falando de uma narrativa de tentativa de golpe, usada como pretexto para retirá-lo da disputa eleitoral”, afirmou.

Comparações com condenados por corrupção e criminalidade comum

O parlamentar comparou o tratamento dispensado a Bolsonaro com casos emblemáticos de corrupção, como o do ex-governador Sérgio Cabral, condenado a mais de 400 anos de prisão, que atualmente se encontra em liberdade condicional. Ele também citou traficantes, estupradores e fraudadores do INSS, alegando que nenhum destes foi proibido de falar com familiares ou teve medidas tão restritivas aplicadas.

“Traficantes continuam conversando com o filho na prisão. Bolsonaro, não”, criticou.

Denúncia de desequilíbrio entre os Poderes

Nikolas argumenta que o Congresso Nacional tem sido sistematicamente enfraquecido, enquanto o STF assumiria funções legislativas e executivas. Ele usou como exemplo o episódio recente da revogação do aumento do IOF, aprovado pelo Congresso e posteriormente revertido pelo governo Lula, com respaldo da Suprema Corte.

“É como se o jogo político fosse manipulado. Você faz três gols e o juiz dá a vitória para o outro time”, comparou.

Associação com o contexto internacional e apoio de Trump

O vídeo também aborda o cenário internacional. Ferreira destaca a carta assinada pelo ex-presidente Donald Trump, na qual o norte-americano denuncia perseguição a Bolsonaro. O deputado associa o episódio ao caso da Venezuela, onde opositores foram inviabilizados judicialmente, e traça paralelos com a atuação de Moraes.

“O que a Suprema Corte da Venezuela fez, o STF está fazendo aqui, especificamente na figura de Alexandre de Moraes”, disse.

Além disso, critica a incoerência da esquerda ao acusar Trump de interferência na soberania brasileira, quando, segundo ele, o PT solicitou apoio de órgãos internacionais para libertar Lula e interferir em processos internos no passado.

Críticas à política externa e diplomacia do governo Lula

Ferreira também questionou a conduta diplomática do governo Lula, especialmente em relação à escalada da crise com os Estados Unidos. O deputado destacou:

  • As tarifas de 50% impostas por Donald Trump contra produtos brasileiros;

  • A possibilidade de sanções com base na Lei Magnitsky;

  • A suposta ineficiência do governo federal em manter relações diplomáticas com os EUA;

  • A contradição entre a defesa da soberania nacional e a prática do PT no exterior.

“O governo diz defender a soberania, mas permitiu que avião da FAB fosse usado para resgatar uma condenada no Peru”, declarou.

Retórica religiosa e apelo moral à militância

No encerramento do vídeo, Nikolas Ferreira recorreu à simbologia bíblica, invocando a narrativa de Moisés e a libertação dos hebreus no Egito. Ele afirma que a solução para a crise brasileira não depende apenas de ação política, mas de uma transformação moral e espiritual da população.

“O que eles mais odeiam é um país que se aproxima de Deus. Precisamos nos tornar mais parecidos com Jesus para mudar o Brasil”, declarou.

Convocação à mobilização nacional

Ferreira convocou seus seguidores a:

  • Compartilhar conteúdos críticos ao STF e ao governo;

  • Mobilizar pessoas nas redes e no cotidiano;

  • Não abandonar o debate público;

  • Orar pelo país e manter a esperança.

O deputado encerra com uma conclamação enfática: “Você é importante para caramba neste processo. A hora vai chegar”.

Conflito político

A manifestação do deputado Nikolas Ferreira evidencia o agravamento da crise institucional brasileira, marcada por uma crescente tensão entre os Poderes e pela intensificação do protagonismo do Supremo Tribunal Federal. Ao denunciar a suposta perseguição política contra Jair Bolsonaro, o parlamentar dá voz a um setor expressivo da sociedade que questiona a imparcialidade do STF e critica o que considera uma atuação política de seus ministros, em especial do ministro Alexandre de Moraes.

O vídeo se insere num contexto em que decisões da Corte têm sido amplamente interpretadas como restritivas à liberdade de expressão e de imprensa, contrariando princípios constitucionais e fomentando um clima de desconfiança popular em relação ao Judiciário. As medidas cautelares impostas ao ex-presidente, a censura prévia aplicada a veículos de comunicação e influenciadores, e a falta de contraditório em decisões monocráticas ampliam a percepção de que o STF estaria ultrapassando os limites de sua função jurisdicional.

Neste cenário, é evidente que cresce o clamor público por limites institucionais claros, respeito à separação dos Poderes e salvaguarda das liberdades fundamentais. A Corte Suprema, em vez de se reafirmar como guardiã da Constituição, tem sido vista por parte significativa da população como um ator político parcial, o que compromete sua legitimidade e aprofunda a crise de confiança democrática no país.

Confira vídeo


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