Deputado Robinson Almeida critica gestão do prefeito Bruno Reis e aponta déficit fiscal como evidência de crise em Salvador

Nesta quinta-feira (03/07/2025), o deputado estadual Robinson Almeida (PT) reagiu às declarações do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), sobre a inexistência de crise na capital baiana. Durante o desfile cívico do 2 de Julho, o gestor municipal afirmou que a cidade “não vive uma crise”. Em resposta, o parlamentar apresentou dados que, segundo ele, desmentem a fala do prefeito e revelam uma situação fiscal crítica.

De acordo com levantamento da consultoria Future Tank, divulgado pelo jornal Valor Econômico, Salvador encerrou o ano de 2024 com um déficit primário de R$ 1,8 bilhão, o terceiro maior entre todas as capitais brasileiras. Robinson Almeida classificou a afirmação de Bruno Reis como uma tentativa de negar a realidade.

“Salvador vive, sim, uma crise – fiscal, social e de gestão. Só não enxerga quem está desconectado da realidade da cidade. Ou quem finge que ela não existe”, declarou o parlamentar.

Críticas à condução orçamentária e à priorização eleitoral

O deputado do PT responsabilizou a atual gestão pelo agravamento da crise fiscal e apontou a existência de gastos com viés eleitoral, que teriam comprometido a sustentabilidade das contas públicas. Para Robinson, a Prefeitura de Salvador atua de forma “temerária e irresponsável”, aprofundando os problemas estruturais da cidade.

“Com um rombo de R$ 1,8 bilhão, a Prefeitura de Salvador está em um caminho perigoso, colocando a cidade em uma situação fiscal insustentável. O prefeito Bruno Reis se concentrou em gastos eleitorais, enquanto o futuro da cidade foi deixado de lado. O déficit fiscal é só a ponta do iceberg de um caos maior”, afirmou.

Comparações regionais reforçam críticas à gestão municipal

O parlamentar comparou os números de Salvador com os resultados fiscais de outras capitais do Nordeste. Fortaleza, São Luís e Maceió apresentaram superávit em 2024, o que, segundo ele, invalida qualquer tentativa de atribuir o déficit local a fatores externos ou conjunturais.

“As demais capitais nordestinas souberam equilibrar suas contas, mesmo enfrentando desafios semelhantes. O problema em Salvador é de gestão, não de contexto”, pontuou.

Impacto social e colapso nos serviços públicos

Além dos dados fiscais, Robinson destacou a deterioração dos serviços públicos como sintoma da crise. Segundo ele, a população enfrenta postos de saúde sem médicos, escolas com funcionamento comprometido e infraestrutura urbana deteriorada. O sistema de transporte público, conforme afirmou, encontra-se em estado precário, e a atenção básica em saúde estaria em colapso.

“A crise não é apenas de números: é sentida nas ruas, nos postos de saúde, nas escolas com salas vazias há dois meses e na cidade esburacada. Isso não é uma cidade funcionando bem, é uma capital abandonada à própria sorte”, criticou.

União Brasil é responsabilizado pelo retrocesso em indicadores sociais e econômicos

Para o parlamentar, os problemas atuais são consequência de um modelo de gestão excludente, conduzido sucessivamente pelas administrações de ACM Neto e Bruno Reis. Segundo ele, Salvador perdeu competitividade e qualidade de vida nos últimos anos, comprometendo seu potencial de desenvolvimento.

“São vexames produzidos pela dupla ACM Neto e Bruno Reis. Salvador estagnou seu desenvolvimento, fruto de um modelo excludente, que não combate desigualdades nem fortalece o desenvolvimento social e econômico da cidade. A inversão de prioridades tem prejudicado a capital dos baianos e todos os indicadores, além da própria realidade, comprovam isso”, concluiu Robinson Almeida


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