Em entrevista concedida na noite desta quarta-feira (09/07/2025) à Rádio Ipirá FM, o presidente do Partido Liberal na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, fez duras críticas à política externa conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Roma, as recentes posições diplomáticas adotadas pelo governo federal têm contribuído para o isolamento do Brasil no cenário internacional e trarão consequências negativas para a economia nacional e para a população em geral.
Durante a entrevista, João Roma declarou que “o Brasil hoje é um vexame internacional”, e que os prejuízos causados pela condução da política externa recairão sobre “toda a população brasileira”. O ex-ministro apontou que, desde o início de conflitos como a guerra entre Rússia e Ucrânia, a escalada de tensões entre Israel e Irã, e o reposicionamento global em relação à China, o governo brasileiro teria adotado uma postura contrária aos valores defendidos pelas democracias ocidentais.
“Desde a guerra da Ucrânia com a Rússia, desde o conflito de Israel com o Irã, desde questões envolvendo a China, o Brasil só tem se posicionado na contramão do Mundo Ocidental”, declarou Roma.
Segundo o dirigente partidário, o Brasil deveria adotar uma postura de defesa de valores democráticos e dos direitos humanos, evitando alianças com regimes autoritários.
“O Brasil deveria defender bandeiras libertárias e civilizatórias, ao invés de se aliar a regimes terroristas e ditatoriais que causam vergonha à humanidade, desrespeitam os direitos humanos e ameaçam iniciar um conflito nuclear”, afirmou.
João Roma também criticou uma fala atribuída à primeira-dama Rosângela Lula da Silva (Janja), mencionando que ela teria se referido a outros países como “vira-latas”, o que, segundo ele, contribuiria para o desgaste da imagem internacional do Brasil.
Insegurança no Extremo Sul da Bahia e denúncia de invasões
Ao tratar da segurança pública na Bahia, Roma fez referência à atuação da deputada federal Roberta Roma (PL), que teria protocolado pedido para que o Ministério Público do Estado da Bahia investigue supostas invasões de terras praticadas por grupos que se apresentam como indígenas no Extremo Sul do estado. Segundo ele, há suspeitas de infiltração de facções criminosas entre esses grupos.
“O Extremo Sul da Bahia vive um cenário de barbárie. Há fortes suspeitas de infiltração de indivíduos ligados ao crime organizado entre os supostos indígenas”, declarou.
Roma afirmou que visitará pessoalmente a região na próxima semana, com passagem por Porto Seguro, Eunápolis, Itabela, Itamaraju e Teixeira de Freitas, a fim de dialogar com lideranças locais e acompanhar a situação de perto.
Aliança com ACM Neto e críticas ao PT na Bahia
Durante a entrevista, João Roma reafirmou sua pré-candidatura ao governo da Bahia, mas ponderou que busca uma aliança com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), com o objetivo de construir uma frente unificada contra o grupo político liderado pelo PT, que governa o estado há duas décadas.
“O futuro da Bahia é mais importante do que os projetos pessoais de João Roma e de ACM Neto. Nossa aliança com o União Brasil não só é possível como também é desejável”, afirmou o presidente do PL-Bahia.
A possível aproximação entre PL e União Brasil reforça a estratégia de consolidação das forças de oposição ao governo estadual, ampliando o debate eleitoral em torno de temas como segurança pública, geração de empregos e desenvolvimento regional.
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