Investigação criminal é aberta contra ex-chefes da CIA e do FBI por falsas acusações de conluio entre Donald Trump e Rússia

Na quarta-feira (08/07/2025), tornou-se pública a abertura de uma investigação criminal contra os ex-chefes da Agência Central de Inteligência (CIA), John Brennan, e do Federal Bureau of Investigation (FBI), James Comey, por supostas falsas alegações sobre um conluio entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a Rússia durante as eleições americanas de 2016. A apuração inclui a análise de possíveis declarações falsas prestadas ao Congresso e a criação de um factoide que associaria indevidamente Trump à interferência russa.

De acordo com informações divulgadas pela mídia americana, especialmente pela Fox News, os ex-agentes teriam fabricado narrativas para correlacionar a campanha de Trump com a Rússia, sem apresentar evidências concretas. O atual diretor da CIA, John Ratcliffe, e o diretor do FBI, Kash Patel, foram responsáveis por encaminhar as evidências que motivaram a abertura da investigação contra Brennan e Comey.

Em maio de 2023, o conselheiro especial dos EUA, John Durham, divulgou um relatório que concluiu que as autoridades policiais e a comunidade de inteligência não possuíam provas reais de conluio entre Trump e a Rússia. Durham apontou que o FBI não tinha informações de que integrantes da campanha de Trump tivessem contato com serviços de inteligência russos. O documento afirmou que a investigação iniciada pelo FBI baseou-se em “informações brutas, não analisadas e não corroboradas”.

Além disso, John Ratcliffe divulgou um relatório anterior que considerou a avaliação da CIA sobre o suposto envolvimento russo como falha, com um processo descrito como corrupto e politicamente motivado. O relatório também apontou manipulação na apresentação dos dados no relatório de inteligência oficial dos EUA.

Após a eleição presidencial de 2016, a investigação sobre o conluio partiu de um dossiê elaborado pelo ex-oficial de inteligência britânico Christopher Steele, que serviu de base para a apuração, mas não resultou em comprovação das alegações. O governo russo negou repetidamente a interferência nas eleições americanas. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou as acusações como “absolutamente infundadas”. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, reforçou que não há informações confiáveis que sustentem alegações de interferência russa em eleições internacionais.

*Com informações da Sputnik News.


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