José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), morreu na madrugada deste domingo (20/07/2025), aos 93 anos, em São Paulo. A assessoria da CBF confirmou o falecimento, mas a causa da morte não foi divulgada até o momento.
Marin comandou a CBF entre 2012 e 2015. Antes de sua atuação no futebol, teve carreira política. Foi vice-governador de São Paulo entre 1979 e 1982, e assumiu o governo do estado de 1982 a 1983, período em que não havia eleições diretas para cargos executivos no país.
Prisão internacional e condenação
Em maio de 2015, Marin foi preso na Suíça ao lado de outros dirigentes da Fifa, acusado de participação em um esquema de corrupção internacional envolvendo contratos de marketing e direitos de transmissão de eventos esportivos.
Após cinco meses detido, o ex-dirigente foi extraditado para os Estados Unidos, onde pagou uma fiança de US$ 15 milhões e passou a cumprir prisão domiciliar em seu apartamento em Nova Iorque.
No final de 2017, ele foi condenado pela Justiça norte-americana a quatro anos de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro, fraude bancária e associação criminosa.
Sanção da Fifa e retorno ao Brasil
Em 2019, o Comitê de Ética da Fifa considerou José Maria Marin culpado pelo recebimento de propina e o baniu permanentemente do futebol.
Após cumprir a pena nos Estados Unidos, Marin retornou ao Brasil em 2020, onde permaneceu afastado da vida pública e do futebol.
Caso da medalha em 2012
Em janeiro de 2012, pouco antes de assumir a presidência da CBF, Marin ganhou notoriedade ao guardar no bolso uma medalha durante a premiação da final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. O episódio repercutiu nacionalmente, pois um dos jogadores do Corinthians, campeão da competição, ficou temporariamente sem medalha. Marin alegou que o item havia sido entregue a ele pela Federação Paulista de Futebol. A medalha foi posteriormente entregue ao atleta.
*Com informações da Agência Brasil.








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