Na segunda-feira (15/07/2025), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Feira de Santana emitiu um alerta sobre a necessidade de reforçar os cuidados contra o mosquito Aedes aegypti durante o período chuvoso. A recomendação é voltada à prevenção de doenças como dengue, Zika e chikungunya, que podem ter aumento no número de casos devido à maior incidência de água parada em ambientes residenciais.
Segundo a coordenadora de Endemias, Priscila Soares, é essencial que a população redobre a atenção com recipientes expostos ao ar livre, como vasos de plantas, pneus, calhas e garrafas, que podem acumular água e servir de criadouros do mosquito.
“O índice de água parada tende a ser maior nessa época. Por isso, é essencial que os moradores estejam sempre atentos em seus domicílios”, ressaltou.
A coordenadora explicou que a combinação entre chuvas e períodos de estiagem favorece a proliferação do vetor, cuja reprodução foi acelerada por mutações genéticas. Atualmente, o Aedes aegypti pode se desenvolver tanto em água limpa quanto em água suja, e o ciclo de desenvolvimento do ovo à fase adulta pode ocorrer em até quatro dias, reduzindo o tempo médio anterior de cerca de sete dias.
Priscila Soares também reforçou que os agentes de endemias seguem realizando visitas domiciliares para identificar focos do mosquito e aplicar larvicidas. Ela solicitou que a população autorize o acesso dos profissionais, que estão identificados e treinados para atuar na prevenção.
Dados de notificações e casos de dengue
A SMS divulgou um comparativo com os dados de notificações de dengue nos anos de 2023 e 2024, reforçando o impacto da doença e a necessidade de medidas preventivas:
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De janeiro a junho de 2025, foram 1.517 casos notificados e 127 confirmados, incluindo 29 com sinais de alarme e um caso grave, com um óbito registrado.
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Durante o ano de 2024, o município notificou 17.499 casos, com 7.170 confirmações, das quais 1.104 apresentaram sinais de alarme e 31 foram graves. Foram registrados 12 óbitos.
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Em 2023, o total anual foi de 7.958 casos notificados, com 2.756 confirmações, incluindo 303 com sinais de alarme, 13 graves e nove mortes. No primeiro semestre daquele ano, foram registrados 798 casos, dos quais 136 apresentaram sinais de alarme e sete evoluíram para forma grave.







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