O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou ao presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, durante contato na segunda-feira (07/07/2025), que os EUA fornecerão o máximo de ajuda militar possível, embora as entregas continuem suspensas, conforme reportagem do Wall Street Journal. A suspensão foi confirmada por um representante do Pentágono, que informou que as remessas seguem interrompidas.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que a pausa nas entregas está relacionada a uma revisão padrão do Pentágono sobre toda a ajuda militar enviada a países estrangeiros, incluindo a Ucrânia. A paralisação ocorre em meio a preocupações sobre o esgotamento dos estoques militares norte-americanos, conforme noticiado pela mídia europeia no início do mês.
Fontes alemãs revelaram que os estoques de munições e alguns mísseis antiaéreos dos EUA estão esgotados, o que motivou a suspensão temporária dos envios à Ucrânia. A Casa Branca confirmou que a decisão busca “priorizar os interesses da América”.
No contexto da operação militar especial russa, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a redução no fornecimento de armas à Ucrânia poderá acelerar o fim do conflito. Desde o início das hostilidades, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia alertou que o envio contínuo de armamentos pelo Ocidente dificulta as negociações entre Moscou e Kiev.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, reforçou que os EUA e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) estão diretamente envolvidos no conflito, inclusive com o treinamento de tropas ucranianas em países como Reino Unido, Alemanha e Itália.
Paralelamente, a mídia alemã Bild publicou uma lista considerada secreta, enviada pela Ucrânia à Alemanha, contendo pedidos de armamentos avaliados em bilhões de euros. A lista, dividida em categorias de defesa aérea, veículos blindados e guerra eletrônica, inclui 1.500 mísseis de médio alcance e 500 de curto alcance do sistema de defesa alemão Iris-T, além de 1.200 veículos antimina, 1.000 bloqueadores de GPS e 200 radares móveis.
Berlim é o segundo maior fornecedor de armas para Kiev, atrás apenas dos EUA. Contudo, o Ministério da Defesa da Alemanha não comentou oficialmente a existência ou o conteúdo da lista. Analistas alertam que a entrega de mísseis Taurus poderia configurar a Alemanha como parte ativa do conflito.
A situação das entregas militares reflete as tensões diplomáticas e estratégicas envolvendo os principais atores do conflito ucraniano, com impactos diretos na dinâmica da segurança europeia e mundial.
*Com informações da Sputnik News.










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